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Volatilidade na Bolsa: 5 lições que a história nos ensina

O sobe e desce do mercado pode deixar alguns investidores ansiosos, porém, oscilações sempre aconteceram.

A volatilidade no mercado financeiro é definida como a intensidade com que o preço de um ativo oscila dentro de um determinado período. Assim, quando se diz que um ativo tem alta volatilidade, significa que seu preço oscila muito.

Porém, a volatilidade não se refere apenas à oscilação no preço de ativos, mas sim do próprio mercado.

Uma série de fatores externos podem afetar os índices do mercado, entre eles o cenário político, econômico e o otimismo ou pessimismo dos investidores em relação a esses dois.

A volatilidade sempre esteve presente no mercado financeiro. O ano passado foi marcado por uma série de eventos que influenciaram a alta volatilidade nos investimentos.

Eleições, greve dos caminhoneiros, cenário externo turbulento, tudo isso fez com que o mercado de ações em 2018 variasse 32% entre máxima e mínima.

Após bater o recorde histórico de 100 mil pontos em março deste ano, o Ibovespa caiu e voltou a oscilar bastante. Porém, essa volatilidade não é excepcional nem fora do comum e faz parte de momentos de tensão política, como agora do recente desafio da reforma da previdência.

Com o mercado mais tumultuado, será que é hora de vender suas ações?

A maior volatilidade pode ser fonte de incerteza até mesmo para os investidores mais experientes.

Mas com uma análise dos dados históricos da Bolsa de Valores, vemos que o Ibovespa já passou por vários momentos de turbulência. Inclusive, o pregão já foi interrompido algumas vezes pelo sistema circuit breaker que busca proteger o mercado da volatilidade.

Apesar de toda oscilação, no longo prazo o investimento na Bolsa de Valores provou compensar.

O investidor que investe no longo prazo e em empresas com bons fundamentos, não deixa as oscilações do mercado influenciarem na sua participação na companhia.

Veja as 5 lições sobre volatilidade que podemos aprender com a história dos mercados:

# 1: A volatilidade não é nova

Volatilidade não é um fenômeno novo. Desde a criação da primeira bolsa de valores e do início da negociação ações, as oscilações de preços estão presentes.

Se olharmos para as oscilações históricas do Dow Jones Industrial Average (DJIA), o segundo mais antigo índice dos Estados Unidos, veremos que as maiores oscilações ocorreram há mais de 80 anos.

Já a bolsa brasileira (B3), passou por inflação de quase 2.000%, impeachment, crises e mesmo assim, sobreviveu.

# 2: Volatilidade está sempre presente

Volatilidade na Bolsa: 5 lições que a história nos ensina

A volatilidade esteve sempre presente nos mercados de todo o mundo. Se analisarmos o S&P 500 (índice das 500 ações mais representativas e negociadas na NYSE e na NASDAQ) entre 1935 e 2018, teremos:

4.563 dias com movimentos de preço de +/- 1%
1.094 dias com movimentos de preço de +/- 2%

Isso representa uma oscilação de preço de 1% a cada semana de negociação e de 2% a cada mês. No entanto, apesar de toda volatilidade, ao final desse período de tempo, o S&P 500 cresceu 25.290%.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumula alta de 3.756,63% (corrigida pelo IGP-DI) desde sua criação, em 1968.

# 3: Independentemente da volatilidade no curto prazo, no longo prazo o resultado tende a ser positivo

No curto prazo, os preços parecem uma montanha-russa de tanto que oscilam. Agora, se você olhar a longo prazo, essas oscilações diárias ou semanais são quase imperceptíveis.

A bolsa brasileira é um exemplo disso. Apesar do sobe e desce diário, ela se mostra um bom investimento no longo prazo.

Isso acontece, pois, empresas com bons fundamentos tendem a retomar seu crescimento e ter resultados positivos mesmo em tempos de crise.

Veja como no longo prazo a cotação sempre segue os lucros da empresa. Ou seja, quedas nos preços podem servir como grandes promoções na bolsa de valores.

# 4: A volatilidade pode ser facilmente vencida com um portfólio diversificado

A volatilidade do mercado é inevitável. Portanto, a melhor forma de enfrentar períodos de maior volatilidade, é construir um portfólio diversificando e balanceado entre diferentes classes de ativos.

Isso é importante visto que diferentes ativos respondem melhor em períodos de volatilidade do que outros, mantendo-se assim em níveis aceitáveis e protegendo o investimento.

# 5: Não há recompensa sem risco

Investimentos em renda variável envolvem riscos, mas com eles também vem com os melhores retornos ao longo do tempo.

Porém, ainda existem muitos mitos na relação entre risco e ações. O grande “risco” das ações é a falta de conhecimento para atenuar esses riscos inerentes.

Sim, é possível contornar os riscos e ganhar dinheiro investindo em ações.

Quais são os riscos de investir em ações? O risco da volatilidade se dá pela grande variação de preço no curto prazo. Já, longo prazo, essas oscilações não fazem o menor sentido quando se investe em ações com bons fundamentos. Dessa forma, não importa a variação, pois no longo prazo o resultado será sempre ascendente.

As ações oferecem os melhores ganhos de longo prazo e a volatilidade sempre estará presente. Use-a como sua aliada.

Dessa forma, devemos aceitar a volatilidade e aprender a se beneficiar dela, aproveitando as oportunidades para construir uma carteira diversificada capaz de resistir e lucrar em qualquer tempestade.

Equipe GuiaInvest

Nossa missão é ajudar as pessoas a poupar, administrar e investir seu dinheiro de maneira inteligente para que conquistem a liberdade financeira.

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