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Você é jogador ou investidor?

A sequência da Mega-sena que ninguém apostaria

Pense rápido…

Em um jogo de cara ou coroa, após sair 10 vezes seguidas o lado “cara”, na sua opinião, a probabilidade de sair “coroa” na 11ª jogada é maior ou menor do que 50%?

Se você respondeu qualquer coisa diferente de exatos 50%, você caiu na falácia do jogador.

A falácia do jogador, também conhecida como a falácia de Monte Carlo, é a crença de que um evento aleatório pode influenciar outros eventos independentes.

Esta tendência comportamental mostra a incapacidade de as pessoas entenderem o conceito estatístico de independência.

Dois eventos são estatisticamente independentes quando a ocorrência de um não tem efeito estatístico na ocorrência do outro.

A falácia do jogador pode afetar o comportamento das pessoas quando essas têm que fazer uma escolha diante de um efeito repetitivo.

Se você estiver jogando roleta e nas últimas três rodadas saiu um número com a cor preta, você pode pensar que a chance de na próxima rodada sair vermelho é grande, porém isso não é verdade.

A roleta não tem memória, e a chance de sair preto ou vermelho é sempre de 50%, independente dos resultados anteriores.

No Brasil é comum verificar a falácia do jogador nos apostadores de loteria.

Algumas pessoas se mostram mais otimistas quando apostam em números que há tempos não foram sorteados na típica ilusão que as chances desses números serem sorteados são maiores que os outros.

Ou também, para ilustrar bem este comportamento, a probabilidade de sair a sequência 1,2,3,4,5 e 6 é rigorosamente a mesma que sair qualquer outra sequência.

No entanto, a maioria dos apostadores não jogaria esta sequência por achar que é muito difícil de acontecer.

O que não é verdade!

Por mais incrível que possa parecer, não é nem mais nem menos que qualquer outra sequência que você possa imaginar.

No mercado de ações, muitos investidores são influenciados por este viés quando tomam suas decisões baseadas em eventos independentes.

Um exemplo clássico é quando uma ação vem subindo repetidamente durantes vários dias e o investidor fica tentado a liquidar a posição por não acreditar que a ação pode continuar subindo.

Da mesma forma, só que em sentido inverso, alguns investidores mantêm posições depois de sucessivas quedas por acreditar que existe uma probabilidade maior de voltar a subir a qualquer momento.

A lição que fica para você investidor é a de que é a probabilidade de determinado
evento acontecer permanece o mesmo, independente do que aconteceu anteriormente.

Devido a enorme quantidade de ruído que existe no mercado de ações, esta lógica se aplica perfeitamente.

Comprar uma ação porque você acredita que a tendência, seja de alta ou baixa, será revertida, é agir de forma irracional.

Fazer isso é se deixar influenciar pelas emoções de outros investidores.

O investidor inteligente é aquele que baseia sua decisão nos fundamentos da empresa antes de determinar qual será a tendência futuro de seus investimentos.

Um abraço

André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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