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Viver mais: Você está preparado para viver até os 150 anos?

Cientistas afirmam que as pessoas irão viver mais e melhor. Mas será que você está preparado economicamente para viver até os 150 anos?

Vamos apresentar informações importantes sobre expectativa de vida e como você pode se preparar financeiramente para o futuro.

As receitas variam conforme os especialistas.

Algumas são fáceis: “não fume e ria muito”.

Outras exigem mais esforço: “tenha um corpo em forma, livre de colesterol, e consuma no máximo quatro xícaras de café por dia”.

Tem ainda as que levam em conta o que você faz com o seu dinheiro: “ter uma casa própria antes dos 50 anos ajudaria a ter uma melhor idade tranquila”, dizem.

Tudo depende dos programas a que você assiste, do site que acessa e/ou do guru que ouve. Até que aparece alguém como o Keith Richards e manda toda essa história por água abaixo!

Um grande exemplo de que, seguindo as recomendações ou não, boa parte da geração que está nascendo agora vai passar dos 100 anos de idade. E de que para os que estão no mercado hoje, chegar aos noventa, noventa e tantos anos – e bem! – será cada vez mais comum.

Você não precisa de muitas estatísticas para perceber isso. Basta puxar pela memória. Quando era pequeno e ouvia que alguém com 78 ou 79 anos havia morrido, o que as pessoas diziam?

— Também, já estava na hora. Viveu uma vida longa e feliz!

E hoje?

— Nossa, mas morreu ainda moleque!

Mesma idade, perspectivas totalmente diferentes. Uma mudança que ocorreu durante seu tempo de vida.

Não tem jeito, vamos Viver Mais diz o IBGE

Olha só a evolução da expectativa de vida segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (o nosso IBGE):

Para aqueles que acham que essas pessoas são a exceção, analisemos as médias.

O mesmo instituto revelou que em 1920 o brasileiro médio vivia 34 anos. Em 1960, pulou para 48 anos. Em 2014, ficamos em média 75 anos nesse país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Em 2036, a expectativa é que essa média seja de 80 anos.

Outro sinal de que o brasileiro vive cada vez mais: em 2000, eram 14,2 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Em 2015, já eram 24 milhões.

Em tempo: para fins de estatística, as Nações Unidas definem “idoso” como alguém com mais de 60 anos. A maioria dos países e burocracias segue essa definição.

Traduzindo esses dados todos, constatamos que vamos viver mais! E temos ainda muito para crescer, já que o número de pessoas que passam dos três dígitos costuma crescer exponencialmente, ajudado por qualquer melhora na economia.

E não há lugar no mundo onde esse fenômeno não esteja ocorrendo!

Segundo o documento Perspectivas da População Mundial, Revisão de 2017, naquele ano existiam 962 milhões de idosos (novamente, pessoas com mais de 60 anos) no planeta. Espera-se que em 2050 sejam 3,1 bilhões.

Cidades para Aposentados

A situação é tão crítica que a Organização Mundial da Saúde estabeleceu oito metas para se criar cidades amigáveis aos “velhinhos”:

1 – Habitações adequadas.

2 – Transportes adaptados e disponíveis.

3 – Espaços ao ar livre e fechados para convivência e recreação.

4 – Serviços comunitários de saúde e apoio (entregas, limpeza etc.).

5 – Informação sobre como envelhecer bem.

Até aí, tudo bem. Não há dificuldades em construir casas, adaptar ônibus, colocar um vagão extra, exclusivo e bem sinalizado no metrô. Imprimir folhetos, divulgar mensagens educativas nas rádios. Está ao alcance de qualquer prefeito. O problema está nas outras recomendações:

6 – Participação social.

7 – Participação cívica e espaço no mercado de trabalho.

8 – Respeito e inclusão social.

Ou seja, para acolher os idosos, a sociedade precisa mudar.

Se você observar a maneira como os velhinhos são tratados por aí, vai perceber que isso requer muito trabalho. Não, não adianta dizer que é diferente na sua comunidade.

Quando foi a última vez que sua empresa contratou alguma pessoa com mais de 50, 60 anos?

E não para por aí! Cientistas começam a sonhar com pessoas vivendo até os 150, e economistas têm pesadelos com a mesma estatística.

Quem vai pagar a sua aposentadoria?

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Cientistas e economistas concordam que essa idade deixou de ser apenas possível: agora é provável, com um pezinho na certeza. Enquanto os membros do primeiro grupo buscam estilos de vida, complementos alimentares, exames, terapias e outras soluções para os problemas da velhice, os que fazem parte do segundo reclamam:

— Tá, quem é que vai pagar por tudo isso?

Porque a conta não fecha. São cada vez mais pessoas que já trabalharam sendo sustentadas por cada vez menos pessoas trabalhando.

Pare e pense: Segundo as Nações Unidas, em 1965 cada mulher neste planetinha tinha 5 filhos. Em 2017, cada uma dá à luz, em média, a 2,5 crianças. Lógico, isso é média. Nas Filipinas, cada mulher é mãe de mais de sete crianças, enquanto as mulheres de Luxemburgo carregam menos de duas crianças para cima e para baixo.

Quem paga quem chega aos 100?

Quem pagará a turma dos 150 que começa a botar as manguinhas de fora?

E como anda o índice de natalidade no Brasil?

Segundo o IBGE, em 2004 cada brasileira tinha 2,14 filhos. Em 2014, caiu para 1,74.

Menos de dois brasileiros que já nascem com um imenso débito e responsabilidade, de sustentar uma geração de vovôs que não para de crescer.

Aposentadoria por idade, faz sentido?

Uma das opções aparece aqui e ali na mídia: ter uma segunda carreira depois de se aposentar.

Veja o caso do britânico Reg Buttress, que foi contratado pela rede de supermercados Sainsbury’s aos 59 anos (em 1981). Até o ano passado, quando se aposentou aos 94 anos, ajudava a empacotar, a estocar mercadoria, cumprimentava e conversava com os clientes. Só não queria parar de trabalhar! Ele faleceu dois meses após a aposentadoria.

Ou Patrick O’Halloram. Começou sua carreira como padre, acumulou as funções de psicólogo, deixou a batina para se dedicar apenas à mente humana, se aposentou e se tornou um voluntário no presídio local (ele mora no rico estado da Califórnia, nos Estados Unidos), onde dá aulas de consciência e atitude para aqueles que cumprem pena. Tem 83 anos.

Voltemos um pouco até a definição de “idoso” oficial: pessoas com mais de 60 anos.

Conhecendo essas histórias ela parece injusta, não é mesmo? E é!

Você certamente conhece pessoas nessa faixa de idade repletas de agilidade mental, gana de realizar e alegria de viver. Se, de acordo com o Lancet Child and Adolescent Health Journal, as mudanças no estilo de vida fazem com que a adolescência comece aos 24 anos, a definição de “velho” também deveria ser mudada.

Chegamos aos 60 com muita energia e conhecimento para dar ao mercado. E, se fizemos as escolhas corretas até lá, chegaremos com o luxo de escolher onde desenvolver a segunda carreira.

Reforma da Previdência

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A previdência no mundo todo enfrenta esses desafios. Dependendo do país, a conta não vai fechar, mais ano, menos ano. Mas todos vão passar por dificuldades, tanto os que possuem um sistema social invejável, como os que deixam seus aposentados e doentes ao deus-dará, ou melhor, ao mercado-cobrará.

E tal desequilíbrio não afeta apenas os aposentados e pensionistas do país. No documento Monitor Fiscal de abril de 2018, o Fundo Monetário Internacional calcula que, se o Brasil tivesse aprovado a reforma da previdência, em uma década teria sido feita uma economia de 9,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Ou seja, imagine tudo o que o Brasil produz – agrobusiness, indústria, serviços, tudo. Tire a média de dez anos. O que está em jogo aqui é quase 10% dessa média.

A situação da previdência não coloca em jogo apenas o nosso futuro, mas o futuro do Brasil, também.

Previdência Privada não compensa

Bom, se não se pode confiar na aposentadoria que vem do governo, o negócio é complementar com um plano de aposentadoria privada, certo?

Bem, sim e não.

Um plano de aposentadoria privada pode funcionar bem para um tipo de público, SE VOCÊ…

  • Começar a aplicar cedo, para driblar as enormes carências de muitos desses planos e se beneficiar da mágica dos juros compostos;
  • Ler muito bem o contrato, pensando em vários cenários, com diferentes taxas de inflação e juros;
  • Não acreditar apenas no gerente de seu banco. Ele é um funcionário com metas de vendas; o plano de previdência que ele lhe oferecer pode ser bom apenas para a instituição financeira;
  • Resistir à tentação de cortar o investimento mensal na previdência na primeira dificuldade, bem como retirar o montante investido cedo demais, correndo o risco de ver o imposto de renda devorar parte de seu rendimento;
  • Não se importar de ver essa parte de seu dinheiro render menos que outros investimentos disponíveis. Dependendo da opção de plano de aposentadoria, apenas os títulos de capitalização são investimentos piores no banco.
  • Não se importar de dar todo o controle de parte de seu patrimônio para o banco, sem garantias. CDB, poupança e outros investimentos têm o lastro do Fundo Garantidor. Ou seja, se o banco falir, você sabe que receberá até um máximo de R$ 250 mil desses investimentos. A previdência privada está fora dessa conta. Se você investir apenas nela, pode não ver seu dinheiro de volta.

Então, não recomendamos que você tenha um plano de previdência privada?

Calma. Não é bem assim!

Se depois de realizar outros investimentos sobrar um dinheirinho no final do mês, você pode aplicar na previdência e garantir mais um trocado fixo todo mês, conforme você se aproximar dos três dígitos.

Apenas entenda que esse não deve ser o seu único colchão para o futuro. Não deve ser nem a primeira na fila na hora de alocar os recursos de tranquilidade dos seus cabelos brancos.

Então, até aqui, você tem dois pilares: a previdência do governo (INSS) e a privada.

Agora, você não consegue sentar e relaxar em uma cadeira com duas pernas. Para lhe dar suporte são necessários, pelo menos, três pilares.

Aposentadoria ou Investimento?

Ter várias fontes de renda passiva é o melhor investimento para garantir uma aposentadoria segura e confortável.

O terceiro pilar da sua aposentadoria – que pode ser o primeiro na quantidade de recursos investidos, depende de você – é baseado na renda passiva.

Renda passiva, você já viu aqui no GuiaInvest, é um dos principais segredos das pessoas que sabem investir e cuidar de seu dinheiro. É dinheiro gerando dinheiro sem que você precise usar as três moedas mais preciosas que você possui: seu tempo, seu conhecimento e seu esforço.

Mencionamos aqui também que a melhor forma de gerar renda passiva é através de ações de empresas boas pagadoras de dividendos. Porém, dizer isso é um pouco como dizer para um moleque de 10 anos que a melhor carreira é ser jogador de futebol. Ele precisa saber, também:

  • Qual clube possui a melhor escolinha de futebol.
  • Se esse clube tem pediatras e fisioterapeutas que entendem do corpo infantil, e em cada passo de seu desenvolvimento (e que saibam que tipo de treinamento é adequado para cada etapa).
  • Como chegar no profissional.
  • E assim por diante.

Isso porque estamos olhando apenas um lado!

Nesse ponto, o jovem sonhador deve ter alguém para ajudar a analisar contratos de marcas esportivas, que clubes são mais interessantes, até se uma naturalização em outro país não seja uma opção interessante. (Cristiano Ronaldo, por exemplo, foi maldito pela geografia. Por melhor que seja, tem pouco apoio de jogadores de nível em seu Portugal.)

Da mesma forma, é necessário saber como gerar renda passiva para sua aposentadoria. Preparamos uma aula com tudo o que você precisa saber nesse sentido. Apresentamos os primeiros passos, os cuidados que você precisa tomar, e ainda revelamos como aumentar a sua aposentadoria de 10% a 60% nos próximos 30 dias, e assim por diante. 

Assistindo a esta aula, você vai perceber que pode começar a assumir o controle de sua aposentadoria e de como pretende passar o resto de sua vida – que, como os números apontam, será longa!

Um aviso, porém: só o conhecimento que você irá obter nessa nossa aula não é o suficiente se, no dia seguinte, você não colocar a mão na massa. É como diz o ditado oriental:

“O melhor momento para se plantar uma árvore foi a dez anos atrás. O segundo melhor momento é hoje.”

O ditado não fala nada sobre amanhã.

Você ainda tem tempo para melhorar seu futuro. Para isso, precisa focar hoje na ideia e assumir o controle agora.

Assista à aula! Ela está disponível em vários horários. Um deles com certeza será o ideal para você!

Depois, conte pra gente o que aconteceu durante sua festinha de 100 anos…

Equipe GuiaInvest

Nossa missão é ajudar as pessoas a poupar, administrar e investir seu dinheiro de maneira inteligente para que conquistem a liberdade financeira.

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