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Setor aéreo: rentabilidade vai decolar ou aterrissar?

Uma excelente fonte de renda passiva

Semana passada falamos sobre os dividendos de 500 por cento.

Você lembra?

Nele aprendemos sobre o Dividend Yield On Cost que, em resumo, é o quanto você ganha de dividendos em relação ao custo que você teve ao adquirir a ação.

Perceba que esse conceito é bem diferente do Dividend Yield atual, que é quanto a empresa está pagando de proventos em relação a atual cotação dela.

Eu havia questionado se vocês queriam saber mais sobre o segmento de transporte aéreo, e recebi diversas respostas afirmativas.

Agradeço a participação de vocês.

Então, vamos nessa…

Não sou muito adepto do setor de aviação no quesito investimento, somente como passageiro…

Quanto ao lado de investidor, é um setor que me deixa bem receoso.

Não por acaso, a cada dois anos uma empresa aérea quebra aqui no nosso Brasil.

Destaco ainda que somente em 2019 nove empresas aéreas no mundo inteiro já deixaram de operar devido aos seus endividamentos insustentáveis.

A TAM, uma das grandes aéreas, fechou o capital na B3 ao se fusionar com a LAN, que deu origem a LATAM, que ficou com as ações negociadas na Bolsa do Chile.

A mais recente a se dar mal foi a Avianca, em recuperação judicial desde dezembro do ano passado, e LATAM e GOL arremataram diversos slots (horários de pousos de decolagem) dela.

Arremataram em uma estrutura que dá pra pensar que foi de comum acordo e combinado previamente, pois cada uma adquiriu pontos específicos sem que a outra entrasse concorrendo.

Azul participou do evento, mas não fez nenhuma oferta.

Esses fatos acabaram concentrando pontos de interesse nessas duas empresas. Ponto positivo para quem investe.

Tem gente que ganha dinheiro com empresas do transporte aéreo?

Sim.

Não só tem como sempre terá.

Só neste ano a AZUL (AZUL4) está subindo 38 por cento e a GOL (GOLL4) está subindo 55 por cento.

Este setor é impactado pelas oscilações do dólar e da nossa economia.

O GI Score aponta a qualidade das empresas, baseado na compilação de indicadores fundamentalistas.

Podemos ver que as duas não andam muito bem.

A aprovação da Reforma da Previdência pode ser positiva pro setor, pois aumenta a perspectiva de retomada da economia e pressiona a queda do dólar, o que pode ser muito bom.

Mas ainda que esse cenário seja positivo, particularmente continuo descontente com o setor em virtude de que considero de alto risco.

Penso que investimento deve ser a longo prazo.

Temos que investir em algo pensando que se o mercado de ações ficasse fechado por dez anos, nos sentiríamos confiantes em ter tais ações em carteira.

Um setor em que uma empresa quebra a cada dois anos não fecha com os meus critérios de segurança para investir por dez anos.

Os custos de manutenção são maiores para quem já está no setor do que pra quem quer entrar, pois um avião mais antigo é muito mais caro do que um avião novo.

Alguns gestores de investimentos operam neste setor somente como oportunidades, e não com vistas a longo prazo.

E você, quais ações compraria hoje se não pudesse vender pelos próximos dez anos?

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@severoadriano

Abs
Adriano Severo

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