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Robôs versus Humanos

Ou seria Robôs pelos Humanos?

Caro leitor,

O duelo entre máquinas e humanos sempre alimentou a imaginação e fomentou teorias de conspiração das mais variadas.

Este tema é cada vez mais presente no mundo dos investimentos.

Nos Estados Unidos, os robôs de investimento já respondem por 60 por cento de todo o mercado de ações. São eles que gerem os fundos passivos e quantitativos.

Alguns destes fundos chamados de HFT – sigla em inglês para Negociação em Alta Frequência – fazem operações tão rápidas que são medidas em milissegundos.

Aqui no Brasil, estamos indo para o mesmo caminho. Os robôs estão cada vez mais frequentes e os fundos quantitativos vêm ganhando espaço no mercado.

Os fundos quantitativos são fundos no qual o gestor é uma máquina, um sistema, um algoritmo. Se não fazem tudo no fundo, dão os sinais para que o gestor execute determinada estratégia.

O funcionamento e programação do robô começa sempre com uma hipótese. Por exemplo, sempre que a bolsa cai, o dólar sobe.

A partir daí, essa hipótese é testada em uma base histórica de cotações para se verificar se ela é verdadeira.

Se for, as operações em função desta hipótese são simuladas nessa mesma base histórica e o resultado é apurado.

Se for bom é por que a tese funciona e está pronta para ser programada para atuar de forma autônoma.

Daqui para frente, sempre que a bolsa cair, o sistema vai gerar uma ordem de compra em dólar. Quando subir, vai gerar uma ordem de venda. E assim vai.

O exemplo foi propositalmente simplificado. A realidade é bem mais complexa e a quantidade de informações analisadas pelo algoritmo pode chegar a níveis inimagináveis para nós, humanos.

As principais vantagens deste tipo de investimento são:

  • A super capacidade de análise de dados de um algorítmo;
  • A ausência de emoção na tomada de decisão;
  • A baixa correlação dos quantitativos com os outros investimentos.

A principal crítica é o fato do robô só ter sido testado em bases históricas. Não há qualquer garantia que daqui para frente ele continuará desempenhando como no passado.

Mas afinal, vale a pena investir neste tipo de fundo?

Quando falamos destes fundos, confesso que gosto de poucos. Mas estes pouquíssimos são excelentes ativos para ter no portfólio por serem completamente descorrelacionados com qualquer outra classe de ativos.

Mesmo que individualmente não sejam os melhores fundos do mundo, no coletivo do seu portfólio eles desempenham um papel valiosíssimo.

Se você ainda não conhece, vá atrás de informações sobre fundos quantitativos.

Eles estarão cada vez mais presentes na nossa vida de investidor.

Abraço!

Marcelo Fayh

Marcelo Fayh