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Quem cai primeiro: Bolsonaro ou dólar?

Alô, pessoal. Tudo bem?

O dólar americano atingiu a marca dos 4 reais e não tá com cara de que vai baixar disso, a não ser que algo de relevante seja feito.

O Banco Central tomará atitudes para tentar conter essa alta. Mas será que vai conseguir?

Veja abaixo o gráfico do dólar dos últimos 12 meses, com marcação no primeiro dia útil deste ano.

A Reforma da Previdência vai minguando e o poder de negociação de Bolsonaro parece cada vez menor, o que aumenta a percepção por risco e acabam pressionando a depreciação do real frente ao dólar.

A situação para o atual presidente é cada vez mais desfavorável.

A cada novo tweet ou entrevista ele, o presidente, dá armas para seus adversários e, aparentemente, aliados para negociações de seus interesses próprios, como já é de costume.

Até agora, de concreto, nada foi efetivamente feito pela melhora da economia do país.

Estamos chegando ao final de maio e fica o mesmo questionamento de janeiro, fevereiro, março e abril: será que agora vai?

Alguns falaram que a reforma da previdência passa em menos de 60 dias, e outros só em setembro.

Será que vai ser em 2019?

Será que vai passar?

E, enquanto isso, como ficam nossos investimentos?

O fato é que não podemos esperar tudo se resolver para investir, pois esse momento nunca chegará.

A cada novo ano, a cada novo ciclo, inúmeros problemas vão surgir. Temos que investir mesmo assim.

Analisando o problema em questão agora, da reforma da previdência, temos três opções:

  • Você acha que a reforma vai passar de forma completa? Invista agora.
  • Você acha que a reforma vai passar de forma parcial? Invista agora.
  • Ou você acha que a reforma não vai passar? Invista agora.

Soma-se a isso a polêmica questão do decreto sobre porte de armas assinado por Bolsonaro, que pode levar a um rebaixamento do Brasil pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

A organização entende que isso permitirá o embarque de pessoas armadas dentros dos voos comerciais, o que acarretaria em cancelamentos de voos para o Brasil por empresas aéreas estrangeiras.

A talvez única pessoa que segue firme defendendo suas propostas e seus ideais, com convicção e lutando com argumentos pelo que acredita ser o melhor para o país, é Paulo Guedes.

Será que estará do lado do presidente por muito tempo?

Por qual motivo ele ficará “apanhando” de nossos parlamentares a cada nova reunião se ele não precisa passar por isso?

Com um turbilhão de indefinições e novidades complexas a cada semana fica difícil ver um cenário positivo para Bolsonaro e para o dólar voltar aos 3 reais.

O futuro do presidente e do dólar parecem cada vez mais difíceis de serem previstos.

A questão aqui é que não só é difícil prever o rumo do dólar, como é impossível.

O mercado é movido por pânico e euforia.

Se Paulo Guedes sair do governo, o dólar possivelmente irá disparar. Se ficar e aprovar a reforma, ainda esse ano poderemos ver a bolsa subindo.

Você precisa estar preparado para todos os cenários e saber investir bem, ainda mais em momentos de indefinição.

Você não pode ser um idiota na bolsa de valores. Você não pode comprar na alta e vender na baixa.

Possivelmente você conhece alguém que já fez isso, não é mesmo?

Para investir bem é preciso ter paciência, foco e estar preparado para tudo.

Precisa saber que a hora de comprar é sempre. Precisa saber e o que fazer ao longo da jornada de acumulação de patrimônio.

Até a próxima.

Adriano Severo

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