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Você Sabe Qual é seu Perfil como Investidor?

Você Sabe Qual é seu Perfil como Investidor?

Qual é o seu perfil como investidor? Você é ultraconservador, arrojado ou relaxado? Conheça os 6 perfis clássicos de investidores e descubra qual deles é você.

Qual é o seu perfil como investidor? Você é ultraconservador, arrojado ou relaxado? Conheça os 6 perfis clássicos de investidores e descubra qual deles é você.

Somos todos iguais. Mas ao mesmo tempo, completamente diferentes.

Há quem goste de cachorro e quem prefira gato. Existem pessoas que gostam de sair bastante, outras preferem ficar em casa lendo um bom livro. Chá e café. Verão e inverno. Praia e serra.

Muitas vezes, essas diferenças de gosto se encontram na mesma casa, em irmãos criados do mesmo jeito. Por que com as finanças seria diferente?

Cada um de nós lida com o dinheiro de uma forma única.

Há os que são fãs de um financiamento a perder de vista e têm aqueles que preferem economizar primeiro para comprar depois.

Há os que trabalham duro e há os que acreditam em anúncios da internet do tipo “fique milionário trabalhando meia hora por semana”.

São vários os fatores que determinam como agimos em relação ao que temos no bolso. Por isso, conhecer a própria maneira de lidar com o dinheiro é a melhor forma de fazer boas escolhas para investir para construir um patrimônio.

Se você está começando no ramo, é possível que não saiba ao certo qual é o seu perfil como investidor, mas hoje estou aqui para ajudá-lo a se entender.

Vale dizer que você não vai terminar a leitura sabendo exatamente quem você é como investidor ou qual é o melhor tipo de investimento para o seu perfil.

Isso não é algo que pode ser feito em um simples teste ou compreendido da noite para o dia. É construído ao longo do tempo a partir de muito estudo, experiências acumuladas, acertos e erros.

O artigo de hoje é mais uma etapa do ciclo de aprendizado.

Leia com atenção, faça sua análise e evolua no que diz respeito ao autoconhecimento que você tem sobre sua vida financeira e perfil como investidor.

Sobre seu perfil como investidor e o grau de exposição ao risco

Sobre seu perfil como investidor e o grau de exposição ao risco

Se você está focado em desenvolver uma mente milionária, sabe que a recompensa pelo grande esforço sempre vem.

Por isso, provavelmente já perdeu noites de sono trabalhando, abriu mão de seus hobbies e de bons momentos com a família e amigos para estudar, leu inúmeros livros técnicos de sua área, assistiu a incontáveis vídeos de especialistas que têm boas lições para dar e assim por diante.

O resultado veio. Com dinheiro em caixa disponível para investir, é normal que a grande dúvida seja o quê, quanto e no que investir.

Os 6 perfis clássicos de investidor (ou não)

Nesse momento, pode-se observar um aspecto importante para compreender melhor o seu perfil como investidor, como os que explico a seguir:

1. Ultraconservador

investidor Ultraconservador

Para esse tipo de perfil como investidor, se o investimento não está atrelado a um grande banco, preferencialmente o que ele tem conta há anos, não interessa.

São pessoas que trocam uma lucratividade maior pela certeza de que seu dinheiro, mesmo rendendo pouco, ainda vai estar lá quando ele quiser e precisar.

Geralmente, os ultraconservadores investem apenas na poupança ou em algum produto oferecido pelo gerente, e podem passar um pouco de raiva no churrasco quando um amigo contar quanto dinheiro ganhou em um  “negocião” do qual fez parte.

Mas logo passa – principalmente porque eles sabem que o tal amigo um dia vai vir pedir ajuda, quando o próximo “negocião” der para trás.

2. Conservador de mente aberta

Conservador de mente aberta

Já passou da fase de ser um investidor refém do banco, abriu a conta em uma corretora, conheceu o Tesouro Direto, diferentes tipos de fundos e está de olho em ações individuais.

Por ter percebido que pode fazer seu dinheiro trabalhar por ele, gosta muito de estudar sobre os mais diversos assuntos ligados ao mundo dos investimentos.

Este perfil como investidor tem um objetivo e sabe o que precisa fazer para alcançá-lo.

3. Arrojado

investidor Arrojado

Alguém com boa experiência investindo e/ou com um capital robusto que permite “brincar” com o dinheiro. Tem estômago forte.

O investidor arrojado costuma direcionar a maior parte de seus recursos para a renda variável, gosta de trades de curto prazo e está sempre garimpando jóias escondidas entre ações que custam poucos centavos.

Tem uma tolerância maior ao risco, mas não por isso é irresponsável. Geralmente sabe o que faz.

Não gosta de ver seu dinheiro parado na conta corrente, logo arruma algo em que investir.

Como consequência de seu perfil, tende a faturar cifras mais altas que o conservador de mente aberta quando acerta.

Por outro lado, pode sofrer duros golpes devido à alta exposição à renda variável e às estratégias de curto prazo.

4. Oportunista

investidor Oportunista

É aquele que vê vantagens nos mais diferentes tipos de negócio: consórcio, frações imobiliárias, opções de ações, terrenos em áreas que podem crescer muito, apostas entre amigos e na internet, entre outros.

Os oportunistas jogam muito da prudência pela janela se isso significar uma lucratividade maior do que as pessoas normais conseguem nas modalidades tradicionais de investimento.

Muitos de seus negócios não têm a segurança de um banco ou regras do Banco Central por trás, o que pode causar problemas.

A chave do oportunista é a frase cochichada: “Ouvi dizer que é hora de vender dólar.”

Ouviu de quem? Baseado em que fatos? Que evidências? A maioria dos oportunistas nem sequer pensa em fazer essas questões, sai vendendo.

É possível ter o conhecimento e os contatos para ser um oportunista, mas é muito difícil.

E atenção: oportunista é alguém que se aproveita de negócios pouco comuns ou sem todas as garantias da bolsa ou de bancos.

É bem diferente de quem coloca seu dinheiro em pirâmides financeiras e em outros esquemas ilegais.

Essas pessoas recebem outros nomes: no mínimo, trouxas; no máximo, criminosos. Não importa seu perfil como investidor: fique longe desse tipo de “investimento”.

Quanto tempo você está disposto a dedicar para fazer seu dinheiro trabalhar por você?

Quanto tempo você está disposto a dedicar para fazer seu dinheiro trabalhar por você?

Em um extremo estão as pessoas que pensam lá na frente. Investem seu dinheiro se e “esquecem” dele.

No outro extremo estão pessoas que pensam que a bolsa é mesa de pingue-pongue.

Realizam várias operações de compra e venda diárias, muitas vezes incentivadas por ações de marketing pouco éticas das próprias corretoras, mas também, pelo perfil de especulador que detalho abaixo.

5. Especulador

Especulador

É aquele que respira o mercado 24h. Precisa estar constantemente de olho nos gráficos, sempre em busca do melhor negócio.

A análise técnica é sua amiga inseparável. O pior cenário para ele é um investimento de liquidez baixa.

Já pensou quantas oportunidades perde em uma semana? De ações de alta volatilidade a dólar, de dólar a opções, de opções a Forex e por aí vai.

Esse tipo de investidor precisa ter muito tempo livre e um alto conhecimento sobre o mercado financeiro.

Por ter visão de curtíssimo prazo, o especulador pode, às vezes, ser traído pelo próprio sistema em que opera.

As taxas operacionais e impostos podem “comer” muito do lucro conseguido, por exemplo.

Isso exige que ele busque ainda mais operações para ganhar no volume ou aumentar as chances de um grande lucro.

Algumas pessoas conseguem ter sucesso dessa maneira, mas definitivamente não é para os amadores.

6. Relaxado

investidor relaxado

Geralmente tem uma renda elevada, mas o que ele menos quer é se preocupar com dinheiro.

Para ele, o investimento perfeito é o DLDP: “Deixa Lá e Depois Pega”. Fundos de longo prazo e ações boas pagadoras de dividendos são as principais estratégias para esse tipo de investidor.

→ Uma pausa antes de continuar: caso queira aprender mais sobre como investir em boas pagadoras de dividendos, leia este artigo e assista à videoula gratuita que lá está.

Apesar de não parecer, o investidor relaxado precisa conhecer muito de finanças e de gerenciamento de recursos.

Afinal, ele coloca parte de seu patrimônio em um local em que não terá acesso por meses, às vezes anos.

Lidar com as duas perspectivas, a longo e a curto prazo, também exige um bom conhecimento do mercado. O tal relaxamento citado só ocorre quando se faz a lição de casa.

Duas escolas para investir em ações

Duas escolas para investir em ações

As Olimpíadas são um ótimo exemplo para explicar conceitos ligados aos investimentos.

Por exemplo: você prefere torcer pelos times e atletas estrelados – como a seleção de basquete dos Estados Unidos e Michael Phelps – ou vibra quando um atleta do time dos refugiados vence?

Trazendo essa lógica para a bolsa – e aí falamos de investidores já iniciados, pergunto: prefere as empresas líderes do mercado, bem estabelecidas, com histórico de sucesso e solidez, ou as empresas menores, mas que têm uma boa possibilidade maior de crescer e surpreender?

Se você opta pelas que pertencem ao primeiro grupo, com certeza tem uma tendência clara em direção ao perfil como investidor de um value investor.

Se é do time que prefere as do segundo grupo, o growth investing é a sua escola.

Já falei em detalhes sobre cada uma dessas escolas no artigo Diferenças e similaridades entre o Growth Investing e o Value Investing, mas vou resumir abaixo os pontos principais de cada uma, pois o tema complementa tudo o que leu até aqui:

O que é Growth Investing

O que é Growth Investing

De forma simplificada, defende que você dê preferência a empresas que estão sendo negociadas com preços superiores ao seu valor intrínseco, mas que têm potencial de exceder exponencialmente seu atual valor de mercado.

Outro ponto importante é que empresas em crescimento geralmente não são as que pagam os melhores dividendos, porque costumam reinvestir seus lucros no negócio, visando criar novos produtos ou tecnologias que a façam se diferenciar e inovar para, assim, atingir seus objetivos de crescimento exponencial.

Recomendo que leia os artigos que escrevi sobre dois dos maiores nomes do growth investing no planeta para entender melhor a linha de pensamento:

O que é Value Investing

O que é Value Investing

O papa dos investimentos, Warren Buffett, diz:

“é melhor comprar uma empresa maravilhosa a um preço bom do que uma empresa boa a um preço maravilhoso”.

Em outras palavras, sugere que você invista nos grandes e comprovados casos de sucesso que já estão aí, sempre com uma boa margem de segurança.

Dia desses, por exemplo, o megainvestidor aproveitou uma queda nas ações da Apple para ampliar seu estoque de papéis da empresa.

Ao comprar uma empresa que se encaixa nas premissas do value investing, você sabe que não terá lucros astronômicos com a valorização diária, mas que terá maiores chances de ter pequenos lucros diversas vezes durante o passar do tempo graças aos dividendos.

Quem investe nesse tipo de empresa em geral não precisa dedicar tanto tempo para acompanhá-la, nem se preocupar se o futuro da companhia depende do sucesso de um novo produto ou serviço.

É por essas e outras que elas são as favoritas dos investidores conservadores de mente aberta, que pensam e agem visando o longo prazo.

Vale lembrar que existem casos em que uma empresa muda de categoria: Começa como Growth e termina como Value.

É o caso da Embraer, por exemplo, que passou de uma montadora periférica de aviões para integrar o grupo das quatro grandes que dominam a aviação mundial, junto com Boeing, Airbus e Bombardier.

São em casos como esse, quando compra uma growth que, após alguns anos, se transforma em uma value, que o investidor tem motivos de sobra para celebrar.

Qual é a sua praia?

qual é seu horizonte de investimento

Como você vê, existem várias formas de investir. Imagino que enquanto lia este artigo você tenha se identificado mais com um perfil como investidor, característica ou escola.

Se está começando, minha recomendação é que se aprofunde nos estudos para entender melhor o que é investir pensando no curto e no longo prazo, como funcionam as escolas de análise técnica e fundamentalista, quais os riscos e vantagens de cada uma e assim por diante.

Outro ponto importante antes de direcionar qualquer dinheiro a uma aplicação, seja ela qual for, é analisar para o que e quando você vai precisar do recurso.

Por exemplo, se necessita pagar uma conta em poucas semanas, se quer trocar o carro ou fazer uma viagem em meados do ano que vem, fique longe do mercado de ações.

Agora, se o investimento é parte do pé-de-meia da aposentadoria, a renda variável se torna uma opção mais vantajosa.

Enfim, esse foi só apenas um exemplo para ilustrar a importância de saber qual é seu horizonte de investimento para não passar sufoco no mercado.

Após ter essa questão bem definida é que você poderá definir qual é o investimento mais adequado para o momento. O seu perfil como investidor será sendo construído e moldado ao longo do tempo.

Com o passar dos anos, aliás, é provável que você passe por diferentes estágios. À medida que seus recursos ganhem corpo, você passará a diversificar sua carteira de investimento naturalmente, o que é ótimo e significa que você está gerenciando seu patrimônio muito bem.

Não se preocupe agora em levantar uma bandeira para defender que é um investidor X ou Y.

Foque em estudar muito, em conhecer histórias de sucesso e de fracasso de outros investidores e em colocar seu aprendizado em prática.

Como resultado, você descobrirá e entenderá seu perfil ao natural. Só que mais importante do que isso: seus resultados falarão mais alto.

O que você tem a me dizer sobre como você investe? Identificou-se com os diferentes estilos que eu descrevi? Já sentiu que passou por uma evolução de perfil como investidor?

Registre sua opinião nos comentários e fortaleça ainda mais esse debate!

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André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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