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Eufrásia Teixeira Leite: conheça a história da primeira mulher a investir na bolsa de valores brasileira

Independente e à frente do seu tempo, desafiou os padrões da época e mergulhou em um universo considerado exclusivamente masculino

O ano era 1873 quando Eufrásia Teixeira Leite investiu a primeira vez em ações e multiplicou inúmeras vezes a fortuna herdada de seus pais.

Em uma época em que as mulheres tinham um papel secundário na sociedade, de dependência e obediência ao marido, Eufrásia viveu conforme suas escolhas. Nunca se casou e se tornou uma das mulheres mais ricas do seu tempo.

Apesar de pouco se falar sobre a primeira brasileira a investir na bolsa, sua história de sucesso merece ser compartilhada. Nos dias de hoje, as mulheres ainda são minoria no mundo dos investimentos. Do total de cadastros na B3, apenas 21,4% são mulheres.

Já está na hora de mudar isso. Conheça a história inspiradora dessa investidora.

Quem foi Eufrásia Teixeira Leite?

Eufrásia Teixeira Leite nasceu em 1850 na cidade de Vassouras, cidade no Vale do Paraíba, Rio de Janeiro. Filha caçula de Joaquim José Teixeira Leite e Ana Esméria Corrêa e Castro. Tinha uma única irmã, Francisca Bernardina Teixeira Leite e um irmão que morreu ainda na infância.

De família de barões e comissários de café, aprendeu a lidar com números desde muito nova, incentivada pelo pai para ser gestora de sua imensa fortuna.

Com a morte precoce de seus pais em 1872, ela e a irmã herdaram uma fortuna equivalente a 5% do PIB do café na época.

Em 1873, Eufrásia, com seus 22 anos, e a irmã mais velha, com 28, contrariaram todos os padrões da época e decidiram deixar o país e se mudar para Paris.

Foi em solo europeu que ela começou a multiplicar sua fortuna, operando nas principais Bolsas do mundo.

A primeira brasileira a investir na Bolsa

Com a morte dos seus pais, Eufrásia Teixeira Leite passou a administrar a herança dela e da irmã e, mais uma vez, desafiou os padrões e decidiu aplicar parte do capital na Bolsa de Valores.

Naquela época, a Bolsa era um universo considerado exclusivamente masculino. As mulheres eram proibidas de frequentar diversos espaços, inclusive o local onde eram realizadas as negociações.

Dessa forma, as investidoras tinham que ficar em um andar separado. Para fechar os negócios, era necessário o uso de um intermediador.

Investir na Bolsa de Valores em si era uma atividade bem diferente do que é hoje. Toda comunicação era feita através de aparelhos semelhantes a um telégrafo.

Apesar de todas as dificuldades impostas, o talento de Eufrásia para os negócios era notável. Ela multiplicou várias vezes o patrimônio familiar e deixou uma herança que poderia comprar 1850 quilos de ouro na época. Se vivesse hoje, Eufrásia seria considerada bilionária.

Os investimentos de Eufrásia

Eufrásia Teixeira Leite diversificou sua carteira de investimentos e aplicou sua herança em diversas modalidades. Na Bolsa de Valores, operou por 55 anos, em 17 países diferentes e em nove moedas.

Foi grande incentivadora do desenvolvimento industrial da época. Na Europa, comprou ações de indústrias extrativistas, companhias ferroviárias, companhias de energia elétrica, produção de petróleo, entre outras.

No Brasil, Eufrásia foi acionista de grandes empresas como a Companhia Antárctica Brasil, que hoje em dia compõe a Ambev. E também de companhias têxteis, tais como a Companhia América Fabril, Cia. de Fiação e Tecidos Aliança, Cia. Tecelagem de Seda Ítalo-Brasileira.

Comprou também ações do Banco do Brasil, Banco Comércio e Indústria de São Paulo, Banco Mercantil do Rio de Janeiro, e companhias ferroviárias, como Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, Cia. Paulista de Estradas de Ferro, Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

O legado de Eufrásia Teixeira Leite

Desde que se mudou para a Europa, Eufrásia veio somente duas vezes ao Brasil. Seu retorno definitivo ocorreu em 1928, onde se manteve reclusa na Casa da Hera, em Vassouras. Hoje, sua antiga residência é um museu que guarda um pouco de sua história.

A primeira investidora brasileira viveu seus últimos anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro e faleceu em 1930 sem deixar herdeiros diretos.

A maior parte de sua fortuna foi doada para instituições educacionais e assistenciais de sua cidade natal.

Eufrásia Teixeira Leite foi uma mulher inspiradora. Decidida e independente, serve de exemplo para muitas brasileiras que querem investir.

Eufrásia Teixeira Leite: conheça a história da primeira mulher a investir na bolsa de valores brasileira

A cada ano, aumenta o número de mulheres no mercado de investimento, seja de forma profissional ou como investidoras de sucesso. Mas as mulheres podem muito mais. O potencial feminino para as finanças merece ser valorizado.

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