GuiaInvest
Por que a poupança tá na frente das ações e fundos?

Por que a poupança tá na frente das ações e fundos?

Alô, pessoal. Tudo bem?

Sou o Adriano Severo, especialista aqui no GuiaInvest com foco na área de dividendos. Sou formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e pós-graduado em Mercado de Capitais pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC).

A partir de hoje vou escrever para vocês toda terça-feira. Sintam-se à vontade em mandar suas dúvidas, opiniões e sugestões.

Vamos lá…

Uma questão que fico me perguntando constantemente é do por que a caderneta de poupança está na frente de títulos privados, de previdência privada, de ações, de fundos de investimento e até mesmo de títulos públicos.

Qual seria a explicação para tanta gente deixar o dinheiro parado?

Não condeno a caderneta de poupança como produto em si, visto que ela pode servir para reserva de emergência, ou parte desse estoque. Pela facilidade de saque a qualquer momento, inclusive finais de semana e feriados. Por isso que não podemos descartar ela totalmente.

Veja que curioso…

A poupança é conhecida por ser a pior aplicação. E ironicamente é o produto em que deixamos nosso dinheiro por um período maior que as demais oportunidades do mercado.

Veja na tabela a seguir por quanto tempo um brasileiro costuma manter seus investimentos em diferentes produtos:

Se temos uma média de 132 meses como período em que os recursos ficam na poupança, isso significa que estamos “perdendo” dinheiro, visto que esse intervalo de tempo é maior que o mínimo indicado por especialistas para aplicações mais arriscadas, como ações.

Não temos o costume de nos planejar em vários quesitos de nossas vidas, e isso inclui os investimentos.

Talvez por insegurança, falta de conhecimento ou pouco tempo disponível. Quem sabe até mesmo uma combinação destes três fatores.

O fato é que independente do motivo, nosso dinheiro está minguando ao longo do tempo, e o tempo não está nem aí pra gente.

Quando vê passaram cinco anos, quando vê passaram trinta anos, e nossas economias não são suficientes para termos uma aposentadoria digna.

Dito isso, proponho uma reflexão…

Pense sobre suas aplicações e seus objetivos de vida. Elas estão de acordo?

Agora, você pode estar se perguntando…

“Mas se eu não conheço alternativas, como sair dessa situação?”

Calma que já te explico. Antes disso vamos fazer duas ponderações, que servem tanto para a poupança quanto para outras aplicações:

– Se eu deixo por 11 anos o dinheiro na poupança, significa que eu não preciso ter tanta liquidez como imagino.

– Se eu não preciso ter tanta liquidez como imagino, posso realocar parte desses recursos em outras modalidades.

Então, caso ainda queira, eu poderia deixar na caderneta de poupança uma reserva suficiente para de fato alguma emergência ou oportunidade e o restante diversificar, como por exemplo em dividendos.

Vamos a alguns exemplos de empresas que pagaram dividendos iguais ou superiores a caderneta de poupança, está rendendo 4,5% a.a., nos últimos meses, além de contar com a oscilação das ações:

  • SMLS3 => 8,2%a.a.
  • ABCB4 => 5,6%a.a.
  • CIEL3 => 12,0%
  • ITUB3 => 5,2%a.a.
  • BBSE3 => 10,0%a.a.
  • MRVE3 => 5,8%a.a.
  • EGIE3 => 8,2%a.a.
  • TRPL4 => 15,7%a.a.

E aí, o que me diz de começar a montar uma carteira com foco em dividendos?

Clicando aqui você libera o acesso a uma masterclass onde o André revela um passo a passo para você montar uma carteira de dividendos matadora.

Adriano Severo é Educador Financeiro, formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e pós-graduado em Mercado de Capitais pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC). Ministra palestras e cursos sobre finanças e economia e leciona na Fundatec e QI Faculdade & Escola Técnica. Participa como fonte de informação para TV Record, Band TV, Estadão, CBN, HSBC, VIVO, UOL, GaúchaZH, Correio Braziliense, Correio do Povo, Jornal do Comércio, Diário Gaúcho, Postalis, AGERT, POATV, dentre outros. Possui painéis expostos no Museu de Finanças da PUCRS.

Disclaimer: As informações colocadas nessa editoria são produzidas de forma independente e não possuem qualquer influência de empresa ou instituição que venha a ser mencionada. As informações aqui contidas refletem a opinião do autor e não de todos os membros do GuiaInvest. Apesar de ter sido tomado todo o cuidado necessário de modo a assegurar a credibilidade das informações no momento em que as mesmas foram colhidas, suas precisão e exatidão não são de qualquer forma garantidas e o GuiaInvest não se responsabiliza pelas mesmas. Os preços, as opiniões e as projeções contidas nos nossos conteúdos estão sujeitos à mudanças a qualquer momento, sem necessidade de aviso ou comunicado prévio. Nenhum relato desse texto pode ser interpretado como sugestão de compra ou de venda de quaisquer ativos, tratam-se apenas de opiniões. Não podemos garantir nenhum retorno financeiro sobre qualquer operação feita através das informações que fornecemos, sejam elas pagas ou gratuitas. Negociações de ativos no mercado financeiro envolvem riscos e rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Adriano Severo

[Palestra Online e Gratuita]
[Palestra Online e Gratuita]
[Palestra Online e Gratuita]
[Palestra Online e Gratuita]