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5 modalidades de investimento para você monitorar

Todos os dias, em diferentes lugares, parecem surgir novas opções para você guardar ou investir seu dinheiro. Aprenda um pouco sobre esses locais e ativos e decida se algum pode ser atrativo para você.

Você já reparou como, em todos os setores de nossa vida, as opções explodiram?

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Antes, contávamos com quatro ou cinco emissoras de TV aberta e pronto. Hoje, os assinantes de TV a cabo têm à disposição centenas de canais. Isso sem contar Netflix e YouTube, que barateiam o acesso a filmes, séries e vídeos dos mais diferentes segmentos e ainda permitem que tenhamos a oportunidade de assistir o que quisermos, a hora que quisermos.

Olhando para outra área, antigamente, havia duas, no máximo três opções de videogames. Hoje são três ou quatro, mais celular, computador e até mesmo telas instaladas em bares e outros locais. E tem mais! Em alguns países, para estimular as pessoas a ficarem paradas e esperarem o sinal para atravessar a rua, prefeituras instalam joguinhos nos postes do semáforo que só funcionam quando os carros estão passando.

No passado, sábado, era dia de futebolzinho com os amigos. Hoje, há redes de vôlei e futevôlei em todo lugar. Praças oferecem equipamento de musculação. Aqui e ali pessoas treinam rúgbi e futebol americano.

Antes, a regra era casar cedo e viver com aquela pessoa o resto da vida, mesmo à custa da felicidade. Hoje, pessoas vivem com os pais até os trinta e tantos anos e, se saem do conforto do lar “dos velhos”, vale quase tudo.

Enfim, você já entendeu aonde quero chegar, não é mesmo?

Em finanças, é a mesma coisa.

Antes, tínhamos apenas os bancos, com a poupança da Caixa sendo o supra-sumo dos investimentos. Era quase uma declaração de cidadania. Tínhamos nossos trocados na Caixa, que pais e avós abasteciam de vez em quando. Colocávamos moedas no cofrinho – quando a inflação deixava – e este dinheiro ia direto para o banco que ainda tinha nome e sobrenome: Caixa Econômica Federal. Outros investimentos? Terra, dólar. Aparentemente, somente na bolsa de valores tínhamos mais opções: havia a de São Paulo e a do Rio. Mas compare os serviços e opções da BM&FBovespa de então e a de hoje…

Hoje, porém, o cenário é bem diferente. Basta olhar para algumas das opções do maravilhoso mundo novo da economia para entender. Há algumas opções de investimento, outras são apenas alternativas para serviços que já existem há algum tempo, mas tudo surge como oportunidade.

Como toda novidade, todavia, os modelos de investimento que apareceram recentemente merecem cautela e cuidado. Especialmente porque passamos por um período que já exige prudência… Bancos do mundo inteiro preveem que os investimentos irão pagar menos até que se saiba para onde o mundo vai com as consequências de Trump, saída do Reino Unido da União Europeia e outras ações serem digeridas. Uma economia forte absorveria tais golpes facilmente, mas em 2016 as finanças mundiais já não estavam em sua melhor forma. Assim, muitos investidores procuram alternativas, algumas das quais não exatamente testadas ou conhecidas.

Então, vamos colocar cada novidade em perspectiva e analisar cada uma das modalidades de investimento.

1 – Angel investing

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Investidor-Anjo é aquela pessoa física que investe em startups, empresas que estão começando. O lucro vem com o sucesso daquela empresa. Não é preciso nem dizer que esse tipo de investimento sofre com os mesmos riscos de qualquer empreendimento novo. Quem já abriu uma empresa no Brasil sabe como é. A única diferença é que o investidor coloca menos dinheiro e não se envolve no dia a dia da companhia.  Existem algumas financeiras e gerenciadoras de patrimônio já trabalhando com essa modalidade. Antes de considerar esse investimento, preste atenção em algumas regras:

  •     Quem está à frente do negócio?

Analise integridade, competência, paixão e comprometimento dos responsáveis pelo empreendimento. Serão eles, em última análise, que farão seu dinheiro render mais ou menos.

  •     Qual é o plano de voo?

Assim como você analisa uma ação, estude o plano de negócios do empreendimento. Você entende o que eles estão tentando fazer/construir? Tem um planejamento claro, uma diferença notável frente aos concorrentes?

  •     Quais são os objetivos?

Tenha certeza de que o empreendimento sabe o que quer conseguir com o anjo ou anjos. Quanto capital eles querem arrecadar? Quanto eles vão usar desses recursos por mês? Qual é o faturamento/despesas projetadas para os próximos dois anos? Qual é a situação econômica que os empreendedores usaram para projetar tais números? Sabem o que fazer se os ventos vindos de Brasília piorarem ou melhorarem?

  •     Existe um planejamento estratégico comercial definido?

Como o empreendimento pretende vender o serviço ou produto? Qual estratégia de vendas? Leve em consideração que é bem diferente vender água e vender um programa sofisticado de contabilidade para empresas com mais de 5 mil funcionários. Peça que o empreendedor mostre o número de possíveis clientes e como pretende chegar até eles.

  •     Quais são as expectativas e perspectivas?

Há intenção de aumentar a equipe nesses dois anos? E plano de cargo e salários?

  •     Como será feita a comunicação entre investidor e empreendedor?

Como o empreendedor pretende lhe informar sobre o andamento do projeto? Que dados vai lhe passar e com que frequência?

Procure agentes financeiros de confiança. Fale com pessoas interessadas no assunto, pesquise em blogs de respeito, só então decida se vai ou não se tornar um investidor anjo.

2 – Microcrédito

Operações de microcrédito são formas de investimento anjo em que se aplica muito pouco dinheiro – a partir de vinte, cinquenta reais. No exterior, muito desse investimento é feito através de vaquinhas, de sites de financiamento. Você e mais dezenas de pessoas investem quinze ou vinte dólares, o microempreendedor levanta sua vendinha, por exemplo, e depois de alguns meses você recebe seu dinheiro de volta. Em alguns casos, com juros. Em outros, apenas o montante original, pois o maior interesse é o lado social.

Por aqui, legislações proíbem que pessoas físicas apoiem outras pessoas através de microcréditos diretamente. Você pode fazê-lo através de sites como o Kiva.org, mas não conte em receber juros. Você apenas ajuda uma pessoa a realizar um sonho ou reconstruir sua vida. A legislação pode não permitir a ação de pessoa física para pessoa física, mas dá a possibilidade de uma alternativa.

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3 – Cooperativas de crédito

Segundo o Banco Central, uma cooperativa de crédito é uma instituição que presta serviços financeiros somente para os próprios sócios. Você é, ao mesmo tempo, dono e cliente.

Permite-se que as cooperativas de crédito ofereçam os mesmos serviços de um banco: conta-corrente, empréstimos, investimentos, cartões de crédito. Por lei, uma Cooperativa de Crédito não pode visar o lucro, e por isso tem a vantagem de poder pagar juros maiores em alguns investimentos. Porém, se tudo isso é verdade, como é que se vê tanta publicidade de cooperativas de crédito por aí? Não deveria ser restrito a sócios? Sim, e todos que abrem conta em uma cooperativa tornam-se sócios do empreendimento. Em nenhum lugar se coloca um limite para o número de associados, nem do valor que cada um deve investir na cooperativa. É uma maneira de se equiparar a bancos. Entretanto, como todos são sócios, todos também arcam com meses em que a cooperativa fica no vermelho. Como dizemos sempre, não existe nada grátis na economia. Para cada vantagem, vem um risco. Maior ou menor, mas vem.

Mas há um limite para essa responsabilidade: assim como os bancos, elas possuem seu fundo garantidor de depósitos, o FGCoop. Assim, os sócios/clientes têm a certeza de que não perderão tudo se o empreendimento naufragar. Busque uma cooperativa de crédito sólida para investir com mais segurança e talvez conseguir um rendimento maior para alguns de seus investimentos.

4 – Bancos virtuais

Essas instituições financeiras funcionam apenas na internet e sua principal vantagem é simplificar a vida do investidor. Tudo é feito através dos computadores, com cartões e outros produtos sendo entregues em sua casa. Como esses bancos não têm agências ou muitos funcionários, podem oferecer serviços a taxas mais baixas.

No início, era só isso: pouco mais do que uma maneira de facilitar transações na internet e ganhar vantagens com um cartão de crédito feito para isso. Agora, esses bancos passaram a oferecer investimentos. Até mesmo os grandes bancos do país começam a oferecer serviços como fundos de renda fixa e CDB, além de seguros. Outra grande vantagem desses bancos é que, por serem menores, eles tendem a ser mais pessoais e mais ágeis. O negócio é tão bom que até mesmo os grandes bancos nacionais estão investindo em tal setor e apresentando cada vez mais serviços via internet e criando agências virtuais.

Você não vai ter tantas opções como nos bancos originais, mas é mais uma opção para você pagar contas e investir com taxas um pouco mais vantajosas. Existem riscos, lógico. Bancos virtuais são, via de regra, bancos pequenos, e como tais, podem ser mais afetados pelas mudanças de regras vindas de Brasília. A recente alteração nos juros do cartão de crédito, por exemplo, gerou muita reclamação por parte de algumas dessas instituições, que se viram, de uma hora para outra, tendo que investir uma fatia muito maior de seu capital para cobrir cartões.

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5 – Criptomoedas

Essa é talvez a modalidade mais nova de investimento. A primeira e mais famosa delas, o Bitcoin, foi criada em 2009. Tentando explicar da forma mais fácil: são moedas extraoficiais usadas para facilitar as transações na internet. Não são emitidas por nenhum banco central ou país, e seu lastro e confiabilidade baseia-se em complexos cálculos matemáticos. Uma das maneiras de conseguir essa moeda é deixar seu computador trabalhando nos algoritmos. Esse processo é chamado de “mineração” e, depois de algum tempo, existe um sorteio e você pode conseguir uma moeda que pode ser trocada por bens e serviços.

Como a maior parte das criptomoedas tem um limite de existência (nunca pode haver mais do que 24 milhões de bitcoins, por exemplo), uma hipervalorização é quase sempre esperada – um bitcoin vale entre R$ 2.800,00 e R$ 2.900,00.

Mas o que mais atrai as pessoas para essa nova forma de troca de valores é anonimidade. Você gasta dinheiro, a rigor, longe dos olhos do governo. Essa situação tende a mudar logo, entretanto. O governo norte-americano já testa maneiras de fazer com que os bitcoins e outras criptomoedas entrem na conta do imposto de renda e de outros impostos do país do Tio Sam. Muitos veem esse movimento como inevitável. Se as criptomoedas querem ser vistas como legítimas e afastar os receios do grande público, elas devem sofrer alguma regulamentação dos correios. Todavia, enquanto isso não acontece, tem muita gente lucrando – e lucrando alto – com a valorização da moeda. Como sua quantidade é fixa, e como o serviço é cada vez mais utilizado, entra em ação a velha lei da oferta e procura. Mais gente usando, mais pessoas procurando, e quantidade fixa igual valorização.

E não se engane, a moeda virtual está entrando rapidamente no mundo de tijolo e asfalto!

Na Venezuela, por exemplo, a hiper-inflação e a dificuldade de negociar com dólares faz com que o bitcoin seja cada vez mais utilizado na compra de mantimentos e bens de uso diário. Ou seja, é só aparecer a ocasião que a utilização desse tipo de moeda cresce. E investir nele pode se tornar tão comum como investir em qualquer moeda estrangeira.

E não é apenas a bitcoin que se encaixa nesta modalidade. Existem outras criptomoedas, algumas que apregoam logaritmos mais sofisticados, que apregoam tornar as transações ainda mais simples e seguras.

Como toda novidade, ainda é necessário certo cuidado. Como disse acima, as regras para essas moedas ainda vão mudar. De resto, são os cuidados que se tem com qualquer moeda estrangeira. Investir em dólar e euro é uma coisa; apostar no bolívar, da Venezuela, é outra completamente diferente. Então, se for investir nessas moedas, busque as mais usadas e siga a regra número um da prudência: nunca invista mais dinheiro do que pode perder.

E aí, qual (ou quais) dessas modalidades mais despertam seu interesse?

Bons investimentos!

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André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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