GuiaInvest

Não leia notícias…

Mas leia este e-mail

Caro leitor,

Passada a euforia pela questão da reforma da previdência, que sequer foi aprovada ainda, o mercado começa a procurar outras notícias.

Aquela boa notícia deixou de ser novidade e perdeu espaço na mídia.

Ganharam espaço no noticiário a guerra comercial entre Estados Unidos e China, os tweets do Trump, o Brasil patinando, a Argentina a caminho de virar uma Venezuela e, no noticiário especializado, uma iminente crise mundial que começaria por Estados Unidos ou Alemanha.

Algumas dessas notícias até são dignas de se ficar atento, outras dignas de virar a página do jornal e ir direto para as tirinhas da contra-capa.

No meio dessa confusão de notícias incrivelmente preocupantes [aviso: contém ironia], o Ibovespa caiu 6,22 por cento desde sua máxima histórica até o fechamento de ontem.

Pipocou investidor apavorado por todo lado: “E agora? O mundo vai acabar?”

Todo alarmismo das notícias só servem para tirar de você o foco do que realmente importa: o seu hábito de poupar e investir.

Digo hábito pois é algo que você deveria fazer da mesma forma como se alimenta todos os dias.

O mundo está em crise? Você come. Você está com medo que o mundo vai acabar? Você come. Você está feliz e motivado? Você come. Você não está nem aí para nada? Você come.

Investir também deve ser assim. Não importa o que aconteça, você investe.

Vamos dar uma voltinha nas notícias do passado que eu vou mostrar para você onde quero chegar:

2018: Houve a greve dos caminhoneiros e logo em seguida começou a corrida eleitoral mais imprevisível da nossa história que deixou o mercado financeiro em pânico a cada pesquisa divulgada.

2017: A reforma da previdência parecia que ia, mas nunca foi. Houve a divulgação dos áudios do Joesley com Temer que abalaram ainda mais a já instável situação política do país.

2016: Ano do impeachment com as manobras mais escusas e baixas de todos os lados do espectro político, era o ápice da instabilidade política no Brasil. Do lado externo havia o pavor e incerteza com o Brexit e ainda a eleição de um imprevisível Trump nos EUA.

2015: A deterioração da situação econômica do Brasil ocorria em velocidade nunca antes vista com Dilma, Mantega, Barbosa e até Levy, na tentativa de fingir que o governo ia fazer algo de bom na economia. Pedaladas fiscais grosseiras, PIB cada vez pior e o mercado financeiro atônito com tanta barbeiragem.

2014: Começou mais calmo, mas terminou com a reeleição de Dilma em uma eleição disputadíssima cercada de desconfianças, cujo ponto alto foi a morte de Eduardo Campos.

2013: Grandes manifestações populares sacudiram o país de norte a sul. Era o embrião do impeachment que ocorreria mais tarde, em 2016.

Se você esperar o tempo clarear para investir, você nunca vai virar investidor. Vai ser um eterno espectador e um provável comentarista de notícias.

De 2013 até ontem, o Ibovespa subiu 62,7 por cento. Quem acertou o momento, teve este ganho. Convenhamos, pura sorte!

E quem tem o hábito de todo ano investir um pouco?

Bem, quem investiu um pouco todo ano, desde 2013, ganhou 70 por cento! E não dependeu da sorte!

Enfim, se quer ler notícias, faça para ter assunto com os amigos e não para investir melhor. Até porque, elas vão atrapalhar seus investimentos.

Vai ler um livro!

Me siga no Instagram (@marcelofayh). Lá eu compartilho muito conhecimento e pouca notícia!

Abraço,

Marcelo Fayh
Analista CNPI

Marcelo Fayh

[Palestra Online e Gratuita]
[Palestra Online e Gratuita]