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Keynes: economista, especulador e investidor

John Maynard Keynes foi muito mais do que um economista. Além de ter sido o maior e mais revolucionário economista do século XX, Keynes foi também dedicado às artes, ao serviço público, às aulas em Cambridge e aos investimentos.

A revista Time já considerou Keynes uma das pessoas mais influentes do mundo no século XX.

Mas o que Keynes pode nos ensinar sobre finanças?

O modo de Keynes ver a economia serviu de inspiração para as políticas implantadas pelo presidente Franklin Roosevelt na década de 30, que tirou os Estados Unidos da sua maior crise até então, a crise de 29.

Também foi inspiração para os planos econômicos de Barack Obama para tirar os Estados Unidos da que veio a ser a maior crise econômica da história contemporânea.

Se isso é pouco, Keynes foi, em vida, especulador e investidor.

Como especulador, ganhava e perdia quantias expressivas de dinheiro em uma velocidade incrível. Em 1921, a sua dívida oriunda de especulações malsucedidas chegou a ter um valor 12 vezes maior do que o seu patrimônio.

Como investidor, já mais velho, seguiu alguns métodos semelhantes ao guru do Value Investing, Benjamin Graham, e conseguiu multiplicar o seu patrimônio em torno de 25 vezes de 1929 a 1946, ano de sua morte.

Seu patrimônio em 1946 foi avaliado em 480mil libras, o que hoje significaria algo em torno de 32 milhões de dólares. Nada mal para quem estava afundado em dívidas.

Keynes Especulador

Keynes Especulador

Britânico, na década de 1910, com um pouco mais de 30 anos de idade, Keynes especulava com moedas de diversos países europeus.

Comprava a moeda de determinado país na esperança de vender por um preço maior que comprou, através da variação da taxa de câmbio. Em poucos meses conseguia juntar pequenas fortunas, mas rapidamente perdia esses valores.

Em 1921, Keynes viu todo seu patrimônio representar menos do que 10% de tudo que devia. Com misto de sorte e conhecimento, em menos de 5 anos havia se recuperado: tomou empréstimos para especular mais, e dessa vez foi bem-sucedido.

Quando os países europeus adotam um regime de taxas de câmbio fixa, esses investimentos (ou especulações) deixam de ser atrativos.

A partir de então, já na segunda metade da década de 20, Keynes passa a investir em commodities. Possuía investimentos em borracha, algodão e milho.

Quando o mercado piora, próximo à crise de 29, Keynes volta a perder tudo.

Fascinado com a irracionalidade dos movimentos dos mercados, vai para Nova Iorque trabalhar em uma pequena corretora de valores, onde tenta ganhar dinheiro antecipando alguns movimentos do mercado financeiro.

Nesse período, Keynes acaba abrindo mão da especulação para se tornar um verdadeiro investidor.

Keynes Investidor

Keynes Investidor

Nos seus livros fica claro o seu acompanhamento diário dos principais movimentos dos mercados, especialmente o comportamento dos agentes.

Keynes foi um dos primeiros a sinalizar aspectos de movimentos de massa, euforia, profecia autorrealizável e tendências de mercado.

Vendo os Estados Unidos devastados pela sua maior crise até então, Keynes passa a adotar o método fundamentalista de análise de ações, seguindo os macetes de Benjamin Graham.

Em 1936, Keynes já estava rico. Havia comprado ações muito abaixo do seu valor intrínseco durante a crise e elas acabaram valorizando, mesmo com os Estados Unidos ainda em recessão.

Nesse mesmo ano, Keynes publicou a sua obra-prima, a consagrada Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, uma das principais obras de economia de toda história.

A sua Teoria Geral não só lança as bases teóricas da macroeconomia, mas ainda é objeto de análise, servindo de inspiração para diversos governos saírem da recente crise de 2008.

A partir dessa época, Keynes começa a utilizar o método de investimento em ações chamado buy and hold (comprar para manter), isto é, comprava ações de boas empresas para receber dividendos, reinvestindo parte deles.

Para o lorde britânico, o mercado oscila entre momentos de lucidez e fases de pânico, depressão e euforia. Cabe ao investidor sábio tirar proveito disso mantendo uma perspectiva de longo prazo.

Não diversificar em excesso ofereceria também grande vantagem, segundo Keynes. A diluição é a medida de nossa ignorância. O próprio Warren Buffett diz: se você sabe o que está fazendo, não há motivo para diversificar.

A melhor estratégia de investimento é conhecer bem poucos ativos e carregar grandes quantidades em carteira.

Keynes dedicava os primeiros 30 minutos da sua manhã para tratar de suas finanças.

Apesar de ter ficado muito rico, nunca foi uma pessoa apegada ao dinheiro: lecionava em Cambridge, a assessorar governos e às artes.

Durante a sua jornada de especulador e investidor, enfrentou turbulências como duas guerras mundiais e a quebra da bolsa de valores americana em 1929.

Nesse período, obteve um retorno quase 10 vezes maior do que a média do mercado, mesmo se levarmos em conta tudo o que perdeu no início da década de 20.

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Abraço e bons investimentos!

Crédito das imagens: www.shutterstock.com

 

Martin Kirsten

Economista do GI. Mestre e Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Investidor desde 2013, já trabalhou no mercado financeiro e assina a newsletter Recado do Economista aqui no GI. É um amante de café e de uma boa culinária.

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