GuiaInvest

Ibov em 500k ou hecatombe?

Para onde vamos em um mundo complexo e incerto?

Caro leitor,

Têm me chegado muitas perguntas questionando o seguinte: o GuiaInvest acredita que o Ibovespa vai bater os 500 mil pontos ou que vai haver uma grande crise e, por isso, devem todos sair da bolsa?

Respondo aqui: estamos mais perto de bater 500 mil pontos do que de uma hecatombe que justifique uma evasão da bolsa.

Estou falando que, entre dois cenários extremos, estamos mais próximos de convergir para o lado positivo do que para o negativo.

Existem várias possibilidades fantásticas dentro desse meio termo.

E, mesmo que a história nos conduza aos 500 mil pontos na bolsa, o caminho até lá não é em linha reta.

No mais forte bull-market é normal termos correções de 30-40 por cento no meio do caminho.

Só vai dos 100 mil aos 500 mil quem aguentar as quedas, que são a coisa mais normal do mundo.

A bolsa, tal como a vida, é feita de altos e baixos. Mas imaginamos que tudo vai dar certo no final.

Há dias de depressão e outros de extrema euforia. A partir disso que moldamos o que somos para seguir em frente.

Falei na semana passada…

  • Selic está em 5,50 por cento ao ano (e caindo);
  • O investidor gringo tem pouco Brasil no portfólio em um mundo de juros negativos: esse desequilíbrio uma hora vai convergir à média;
  • Os próprios fundos brasileiros estão com uma alocação em bolsa abaixo da média;
  • Ao contrário da bolsa americana, a bolsa brasileira não está negociando a múltiplos hiper esticados: estamos, inclusive, com múltiplos abaixo da nossa média histórica;
  • Estamos com muita capacidade ociosa na economia, e isso implica em duas coisas boas para o futuro: crescimento sem inflação e pequenos incrementos de receita das empresas gerando grandes incrementos de lucro (o que chamamos de alavancagem operacional);
  • Os juros baixos também vão contribuir para a redução das despesas financeiras das empresas e uma consequente melhora dos lucros (alavancagem financeira);
  • Precificada ou não, a Reforma da Previdência está para sair e, ao menos em discurso, é o divisor de águas entre o “investir” ou “não-investir” no Brasil para os gringos.

Dá ainda para colocar um monte de coisa no tabuleiro a respeito do governo.

Mas o fato é que independentemente das medidas tomadas daqui para adiante, teremos um retomada cíclica, e a bolsa deve refletir isso nos preços.

Ao olhar dos gringos, Brasil ainda é um ativo muito barato e com uma assimetria muito boa de risco e retorno.

Se lá fora os ativos estão em preços recordes e há uma tensão comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil está na contramão do mundo, para não perdermos o costume.

Aqui estão postos os riscos e oportunidades visíveis a olhos humanos.

Ao meu ver, muito a se ganhar e pouco a se perder.

Não ter um pouco de bolsa neste momento é correr um risco bem elevado. Na minha opinião, isso significaria ficar de fora de uma pernada de alta nos próximos anos.

E dada toda essa situação complexa e incerta, o que fazer?

Primeiro: se você quer investir, é importante que você tenha uma noção de portfólio.

Deve ter renda fixa, deve ter renda variável e deve diversificar, seja renda fixa, seja renda variável. Ponto.

Renda fixa não é para ganhar dinheiro, ao menos hoje em dia. É para amortecer volatilidade e preservar o patrimônio já acumulado.

Tesouro Direto está mais do que bom. Ganhar 90, 100 ou 150 por cento do CDI já não faz mais diferença.

Fique com o Tesouro Direto que é o mais simples e mais seguro.

Quer ganhar grana mesmo? É bolsa.

Tem que inventar muita moda? Não.

Se não quer escolher nada, compre BOVA11 e fim de papo. Agora, se você quer ter uma carteira de ações…

Compre somente ações que você se sentiria confortável em estar investindo mesmo que o mercado ficasse fechado pelos próximos 10 anos.

Compre ações que você aceitaria ficar para a vida toda.

Meu amigo e sócio, Eduardo Voglino, lançou seu novo canal, Ações para Vida.

Lá ele montou uma carteira com as ações das melhores empresas da bolsa.

Histórico de lucros bonitão, baixo ou nenhum endividamento, boa governança, perspectivas de crescimento, equipes de gestão competentes e distribuição de dividendos.

Se você investir nas empresas que ele recomenda e a bolsa fechar por 10 anos, está tudo tranquilo. Ele selecionou as empresas a partir desse racional.

Nunca comprou uma ação? Ele mostra como.

Não sabe qual empresa escolher? Ele tem uma carteira recomendada.

Está na dúvida do que fazer? Semanalmente você pode falar com ele em uma live.

Quer saber o que os outros investidores estão fazendo? Você ganha acesso ao grupo fechado de discussão.

Não entendeu por que ele recomenda determinada ação? Ele lança um relatório especial para cada uma das ações.

Achou legal mas ainda está desconfiado? Você tem 7 dias de degustação.

Recomendo fortemente que você pelo menos conheça o trabalho que o Eduardo está fazendo. Ele moveu muita montanha para colocar esse projeto no ar e eu tenho certeza que quem se juntar a ele não vai se arrepender.

Vamos começar?

Invista em ações para a vida

Um abraço e até semana que vem

Martin faz parte da equipe do GuiaInvest desde início de 2017. É Mestre e Bacharel em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escreve para a TheCap na coluna Contra a Corrente.

Martin Kirsten

Economista do GI. Mestre e Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Investidor desde 2013, já trabalhou no mercado financeiro e assina a newsletter Recado do Economista aqui no GI. É um amante de café e de uma boa culinária.