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Compre na baixa e venda na alta

Caro leitor,

Aposto que você já escutou que o segredo para ganhar dinheiro com ações é saber comprar na baixa e vender na alta.

Sim, essa é de fato a primeira dica que os investidores escutam quando começam nesse mercado.

Mas há uma pergunta que logo vem à tona: como saber qual é o exato momento de comprar e qual é o exato momento de vender as ações?

Bom, é aí que começa a complicar.

Será que existe uma forma de fazer isso de forma consistente ao longo do tempo?

A boa notícia é que existe, sim, uma fórmula e ela é mais simples do que você imagina.

O processo que você irá conhecer nas próximas linhas faz parte de uma estratégia desconhecida do investidor comum.

É a estratégia chamada de Asset Allocation.

Esta estratégia busca melhorar a relação risco x retorno da sua carteira de investimentos. O meio para isso é a diversificação em cada classe de ativos.

Para tornar a explicação mais didática, irei usar como exemplo apenas duas classes de ativos.

Os ativos de renda fixa e os ativos de renda variável (ações).

Para o método funcionar, é preciso dividi-lo em 5 passos, sendo que é no último onde a “mágica” acontece.

#1 passo: Definir o seu perfil de investidor.

O perfil de investidor diz respeito aos seus objetivos, horizonte de tempo, tolerância ao risco e o tamanho do capital investido.

A finalidade é identificar a sua carteira de investimentos ideal em relação aos tipos de ativos.

Em outras palavras, a finalidade é descobrir qual será a diversificação entre renda fixa e renda variável de sua carteira.

Por exemplo, digamos que seu perfil de investidor é moderado e que sua carteira ideal deve ter 30 por cento em renda variável (ativos de maior risco) e 70 por cento em renda fixa (ativos de menor risco).

#2 passo: Escolher os ativos para cada categoria (renda fixa e renda variável).

Para a parcela de renda variável (no caso ações), você tem basicamente 2 alternativas: Investir diretamente em ações ou investir em fundos de ações.

Por exemplo: após algumas análises, e esta palestra online pode ajudar nessa tarefa, você decidiu que irá investir em 3 empresas: Ambev, Itaú e Gerdau.

E para a parcela de renda fixa, você tem 2 alternativas: investir diretamente nos ativos de renda fixa como: CDBs, Títulos Públicos, Debêntures, LCI, LCA, etc.

Ou investir em fundos que investem em ativos de renda fixa.

#3 passo: Definir o percentual para cada ativo dentro de cada categoria.

Na posição em renda variável, por exemplo, você definiu que vai fazer a seguinte composição: 10 por cento em Ambev, 10 por cento em Itaú e 10 por cento em Gerdau.

O total soma os 30 por cento da parcela em renda variável que você definiu no 1º passo.

Já, para a posição em renda fixa, você decidiu investir 50 por cento em títulos públicos e 20 por cento em CDBs. O total soma os 70 por cento da parcela em renda fixa.

#4 passo: Reequilibrar com aportes mensais.

Caso você decida realizar aportes mensais em sua carteira, a ideia é manter a proporção por classe de ativos conforme definido no 1º passo.

Por exemplo: Digamos que você definiu um aporte mensal de 1.000,00 reais.

Neste caso você deve aplicar 700,00 reais na renda fixa e 300,00 reais na renda variável.

No entanto, como a carteira costuma oscilar ao longo do tempo, pode acontecer de você aplicar todo o aporte mensal em apenas uma classe de ativos. E tudo bem quanto a isso.

Em resumo, a regra é sempre manter a proporção inicial definida no primeiro passo.

#5 passo: Reequilibrar periodicamente

Esta é a parte mais importante da estratégia. É aqui que acontece a mágica de “comprar na baixa e vender na alta”.

Com o passar do tempo, é natural que as posições percentuais em renda fixa e renda variável sofram alterações. Isso acontece porque as classes de ativos possuem volatilidades diferentes.

Caso você não saiba, a volatilidade é a oscilação de preço dos ativos ao longo do tempo.

Normalmente, a parcela de renda variável é mais volátil que a parcela de renda fixa. Assim, é natural que aconteça um desequilíbrio destas parcelas com o passar do tempo.

Para reequilibrar a carteira, você pode fazer de duas formas: Por período definido, por exemplo: a cada 3, 6 ou 12 meses.

Esta forma é para aqueles que não querem se envolver muito.

A outra forma é por desvio percentual das classes de ativos: por exemplo: 5 por cento, 10 por cento, 15 por cento, 20 por cento. Este é para aqueles que querem ter um envolvimento maior.

Vamos aos exemplos:

Digamos que você começou o ano com a seguinte composição da sua carteira de investimentos: 30 por cento em renda variável e 70 por cento em renda fixa.

Após 6 meses, a composição passou para 40 por cento em renda variável e 60 por cento em renda fixa.

Neste caso, para reequilibrar sua carteira, você deverá vender 10 por cento da parcela de renda variável e comprar 10 por cento de renda fixa.

Assim, sua carteira voltará à composição inicial de 30 por cento em renda variável e 70 por cento renda fixa. Perceba que, nesse caso, você estará vendendo ações na alta.

Agora, digamos que aconteça o oposto. No mês 1 você começa com 30 por cento em renda variável e 70 por cento em renda fixa.

E digamos que, no mês 6, a sua carteira estará com 20 por cento em renda variável e 80 por cento em renda fixa.

Neste caso, para reequilibrar sua carteira, você deverá vender 10 por cento da parcela de renda fixa e comprar 10 por cento em renda variável.

Assim, sua carteira voltará à composição inicial de 30 por cento em renda variável e 70 por cento em renda fixa. Perceba que neste segundo exemplo você estará comprando ações na baixa (sexto mês).

Se fizer isso ao longo do tempo, você vai estar sempre comprando na baixa e vendendo na alta. Simples assim.

De acordo com alguns estudos, cerca de 90 por cento do retorno de uma carteira de investimentos está diretamente relacionada à sua macro alocação, ou seja, ao percentual por classe de ativos.

E por mais surpreendente que possa parecer, o efeito market timing (decidir a hora de comprar e vender) é inferior a 10 por cento do resultado total da carteira.

Mas afinal, quais são as principais vantagens desta estratégia?

#1 Você reduz os custos

Devido à baixa rotatividade dos ativos, esta estratégia proporciona uma redução dos custos de corretagem, já que você não fará movimentações em excesso, pois só as fará quando houver desequilíbrio da carteira.

Vale mencionar que um dos erros mais comum dos investidores é o excesso de operações, que acaba por dilapidar o retorno de sua carteira.

#2 Você consegue colocar em prática com facilidade

A simplicidade de entendimento do método permite sua aplicação por pessoas de qualquer nível de conhecimento.

Sei que pode parecer contraintuitivo algo tão simples funcionar tão bem.

No entanto, acredito na ideia de que complicar é fácil, difícil é fazer o simples.

E no mercado de ações, como na vida, muitas vezes, você não precisa fazer coisas extraordinárias para atingir resultados suficientemente bons.

#3 Mais tempo livre para você

O dia-a-dia no mercado de ações é naturalmente dinâmico, agitado e muitas vezes estressante.

E como você já sabe, aqueles que buscam atingir resultados de curto prazo são os que mais sofrem influência de fatores emocionais na tomada de decisão de investimento.

A estratégia de alocação de ativos evita que você seja influenciado pelas oscilações de curto prazo do mercado.

Este método proporciona mais tempo livre para você, visto que poucos minutos por mês já são suficientes para manter a estratégia funcionando normalmente.

A consequência positiva é menos stress e mais qualidade de vida. E, por fim, ela evita que você seja atraído a cair em perigosas armadilhas psicológicas.

De fato, é uma bela estratégia para quem busca conquistar a tão sonhada liberdade financeira.

Se você gostou de conhecer este método de investimento, responda esse e-mail com um comentário sobre o que você acabou de ler.

Gostaria muito de saber sua opinião.

Um abraço,
André Fogaça

Equipe GuiaInvest

Nossa missão é ajudar as pessoas a poupar, administrar e investir seu dinheiro de maneira inteligente para que conquistem a liberdade financeira.

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