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Bolsa bem, economia mal: o que fazer?

Caro leitor,

Apesar da bolsa estar nos seus patamares recordes, seria cínico da minha parte dizer que a economia vai bem.

Já venho dizendo há meses que as projeções de crescimento da economia em 2019 só pioram.

Ainda temos 13 milhões de pessoas desempregadas, o “toma lá, da cá” do Congresso segue firme e forte e a Reforma da Previdência segue em modo de espera.

Mas não tenho intenção de agitar nenhum pessimismo aqui. Pelo contrário.

Apesar de tudo isso a bolsa vai bem. A tabela abaixo não me deixa mentir:

E para bolsa ir bem, a economia não precisa necessariamente estar bem.

Mas como isso?

Por dois motivos:

  1. No curto prazo, a bolsa reflete o humor do mercado e o que ele pensa sobre o futuro, não o que está acontecendo no momento presente. É como se você estivesse muito resfriado, mas vislumbrasse uma melhora nos dias que estão por vir. Não quer dizer que você irá melhorar de fato, mas são as perspectivas que afetam o seu humor. Com a bolsa não é diferente.

       2. No longo prazo, a bolsa varia de acordo com os resultados das empresas. Claro, hoje no Brasil, a maioria das empresas não vai bem, mas a verdade é que só existem 337 empresas listadas na              bolsa brasileira. Segundo o último levantamento do IBGE, existem mais de 1.400.000 milhão de empresas no Brasil. Assim, a bolsa contempla apenas 0,02 por cento das empresas.

Nada é por acaso. Mesmo com a economia patinando, nos últimos 3 anos o lucro das empresas listadas na bolsa vem melhorando, o que justifica uma alta acumulada de 200 por cento desde o final de 2015.

E essa lógica é soberana: o preço das ações varia de acordo com os lucros das empresas.

Veja nos gráficos abaixo: na linha azul você pode ver que o preço das ações das Lojas Renner acompanha a linha laranja, que são os lucros da empresa ao longo de um período de 10 anos.

Note que o preço oscila bastante, mas no longo prazo ele segue o lucro da empresa. E só isso que importa.

Os exemplos são diversos. Veja o Itaú:

E a Weg:

Banco ABC

E eu poderia mostrar diversos outros.

O fato é o seguinte: neste exato momento existe muita oportunidade na bolsa de valores. Há empresas que estão com os resultados bombando e o mercado nem percebeu.

Mesmo com todas as incertezas sobre o futuro do país, com todas as ineficiências e problemas que convivemos, quem investiu na bolsa se deu bem.

Se você for esperar “ficar tudo bem” para começar a investir, corre o risco de entrar no final da festa.

Ou de ficar de fora da festa para sempre.

Por ora, o que temos a fazer é claro: abrir uma conta em uma corretora, investir em ações e ir em busca da liberdade financeira.

Quero conquistar minha liberdade financeira com ações.

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Martin Kirsten

Economista do GI. Mestre e Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Investidor desde 2013, já trabalhou no mercado financeiro e assina a newsletter Recado do Economista aqui no GI. É um amante de café e de uma boa culinária.

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