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tabu do dinheiro em casa

Está na Hora de Quebrar o Tabu do Dinheiro em Casa!

Você já ouviu falar sobre o tabu do dinheiro em casa? Pois é muito comum que as famílias não discutam sobre o assunto e isso pode ser bem prejudicial. Neste artigo, vamos abordar o tabu do dinheiro em casa e como enfrentar este desafio desde cedo, para que as finanças pessoais não sejam comprometidas.

Você já ouviu falar sobre o tabu do dinheiro em casa? Pois é muito comum que as famílias não discutam sobre o assunto e isso pode ser bem prejudicial. Neste artigo, vamos abordar o tabu do dinheiro em casa e como enfrentar este desafio desde cedo, para que as  finanças pessoais não sejam comprometidas.

Por mais que você já cuide bem do seu dinheiro e faça seus investimentos de forma consciente, o debate que proponho neste artigo também deve interessá-lo. Portanto, acompanhe o raciocínio e aproveite a reflexão proposta para analisar a forma como pessoas importantes na sua vida lidam com o dinheiro – e falam sobre ele. Você pode investir melhor se o seu universo conspirar a seu favor!

Ninguém é investidor e nada mais. As pessoas que investem na bolsa de valores ou em outras modalidades são também mães, pais, filhos, estudantes, empresários, funcionários e assim por diante.

Por isso mesmo, é impossível dissociar vida financeira, vida pessoal e profissional – até porque, muitas vezes, os outros papéis que um investidor desempenha têm forte influência nos resultados que já conquistou (e que conquistará) nos investimentos.

No entanto, o debate sobre o dinheiro (e sobre a forma como se lida com ele) não costuma ser comum nos ambientes “pessoais”. A verdade é que, com o tabu do dinheiro rondando, ninguém (ou quase ninguém) quer falar sobre o assunto.

Dívidas, gastos desnecessários, planejamento financeiro (ou melhor, a falta de planejamento)… tudo isso (e muito mais) costuma ser um grande tabu nos lares Brasil afora.

Um dos resultados dessa postura é preocupante: enquanto mais de 58 milhões de brasileiros estão endividados (segundo dados divulgados em março deste ano – 2016 – pelo Serviço de Proteção ao Crédito – SPC), a bolsa de valores contabilizava apenas pouco mais de 557 mil investidores no fim de 2015.

Obviamente, não quero, com esses dados, dizer que obrigatoriamente uma coisa está relacionada à outra, mas que é inevitável analisar um dado como reflexo do outro, isso é. Afinal, quanto maior a consciência em relação ao dinheiro, menores são as dívidas e melhores os investimentos, certo?

Porém, como você deve imaginar, reverter esse panorama não é tarefa das mais simples. Mas também não é impossível.

Aliás, acredito que você pode iniciar essa revolução dentro da sua casa – com sua esposa/marido, com seus pais e com seus filhos! Quer saber como? Continue a leitura e me ajude a quebrar o tabu do dinheiro em casa!

Tabu do Dinheiro em Casa: os 5 Erros que as Pessoas Cometem

Tabu do Dinheiro em Casa: os 5 Erros que as Pessoas Cometem

Analisando as perguntas que recebo diariamente via comentários aqui no blog e por e-mail, e levando em consideração as lições de grandes especialistas em vida financeira – como Mauro Halfeld, autor de vários bons livros, como Investimentos – Como administrar melhor seu dinheiro, listei 5 erros muito comuns quando o assunto é dinheiro e que podem gerar grandes problemas no dia a dia.

Contorná-los é o primeiro passo para acabar com o tabu do dinheiro em casa e conseguir lidar melhor com esse importante pilar da vida de qualquer pessoa.

Ah, e antes de você dizer “eu não cometo esses erros”, lembre-se: ter na sua família pessoas que os cometem pode ser prejudicial aos seus investimentos também. Portanto, abra sua mente na hora de refletir se eles estão ou não presentes na sua realidade.

1. Não se reflete sobre gastos “enraizados”

Não se reflete sobre gastos “enraizados”

Uma história contada por Mauro Halfeld, no livro apontado anteriormente, ilustra bem esse primeiro grande erro.

Em resumo, durante uma de suas palestras, o consultor conheceu um jovem de 21 anos que dizia não conseguir fazer sobrar dinheiro no fim do mês para investir.

Mais, o jovem, que era estudante de administração de empresas e trabalhava como assistente do superintendente de um conhecido banco em São Paulo, reclamava do quanto ganhava no trabalho e dizia que não lhe sobrava nada no fim do mês.

Pensando em ajudá-lo, Halfeld pediu ao jovem que listasse seus gastos. Em poucos minutos, o consultor descobriu o grande gargalo: 51% do salário bruto de André (pois é, meu xará) estava comprometido com o carro zero que ele comprara um ano antes: IPVA, seguro, estacionamento, manutenção e afins eram responsáveis por um custo fixo de aproximadamente R$ 510 por mês.

“Não considerei o custo do combustível, porque André, de qualquer forma, teria despesas de transporte, com ônibus, metrô ou gasolina para um outro carro”, comentou Halfeld.

O fato é que, por um motivo ou por outro, não passava pela cabeça de André procurar alternativas mais baratas para se locomover pela cidade. O custo com o carro estava “enraizado” e pronto.

E esse é um erro mais comum do que você pode imaginar – e vai bem além do gasto com um automóvel.

As pizzas pedidas todas as sextas-feiras, as compras no supermercado mais caro da cidade (escolhido apenas porque é o mais próximo da sua casa), as roupas compradas sem necessidade… enfim, uma série de gastos são feitos quase que de forma natural e acabam prejudicando muito as finanças familiares.

Em seu livro, Mauro Halfeld usa o exemplo de André para mostrar que, com pequenos ajustes nesses gastos enraizados, é possível traçar um caminho mais tranquilo rumo ao primeiro milhão.

Isso atesta o que falei neste artigo: os verdadeiros milionários não se preocupam em ter o carro da moda, morar no bairro mais caro da cidade e assim por diante. E isso faz parte do segredo do sucesso deles.

Com base nesse raciocínio, passe a observar com mais atenção os seus gastos e os gastos da sua família. Será que não existem gastos enraizados causando um rombo no orçamento?

2. Uma única pessoa fica responsável pelas finanças familiares

Uma única pessoa fica responsável pelas finanças familiares

Talvez este seja o erro mais comum de todos.

Não sei se por comodidade, por preguiça, por desconhecimento da importância de envolver a família toda nos cuidados das finanças ou por outros motivos mais pessoais, boa parte dos lares brasileiros tem na sua “equipe” uma espécie de “gerente do dinheiro”.

É a pessoa que cuida das entradas e saídas, faz investimentos (“quando dá, né, André?”), paga dívidas, sofre com os juros, cuida do Imposto de Renda e assim por diante.

Os outros só esperam sua cota do mês, passam o cartão, reclamam quando veem a maquininha apontar “não aprovado” e vez ou outra dão uma segurada nos gastos porque percebem que a cara do “gerente” não está muito boa – mas nem se atrevem a perguntar por que ou se há algo que possam fazer para ajudar porque, pensam, isso poderia piorar o clima na casa – e todo mundo quer a felicidade geral da nação…

Isso é mais um indício do tabu do dinheiro em casa. É péssimo para a saúde financeira do lar e inclusive pode ser prejudicial ao relacionamento familiar.

Todo mundo precisa saber qual é o “ponto de partida” financeiro mensal da casa, qual o orçamento disponível para custos básicos, qual o orçamento para o lazer e assim por diante.

Tudo isso pode ser disponibilizado em uma planilha simples, compartilhada entre os envolvidos. Além disso, é possível fazer reuniões mensais para debater o andamento das finanças, premiar os mais dedicados a cuidar da saúde financeira e manter todos motivados a cuidar do dinheiro.

Dessa forma, fica muito mais fácil evitar as dívidas e, ainda, garantir que sobrem recursos no fim do mês para uma viagem em família, para uma reforma na casa ou mesmo para o fundo de investimentos que no futuro irá beneficiar a todos.

3. Crianças não são educadas a pensar no dinheiro de maneira racional

Crianças não são educadas a pensar no dinheiro de maneira racional

Certa vez, um amigo me contou uma história que nunca esqueci. Ele disse que seu filho, que na época tinha seis anos, viu uma propaganda na televisão sobre um brinquedo novo, supermoderno (e, consequentemente, bem caro), e perguntou se podiam comprar.

Meu amigo respondeu que estava sem dinheiro no momento e ouviu do pequeno a seguinte resposta: “mas você pode pagar no cartão de crédito, pai”. Há tanta coisa errada por trás dessa história que é preciso analisá-la por partes.

Primeiro, a resposta do meu amigo não devia ter sido “não tenho dinheiro no momento”, mas sim “seu aniversário é só daqui X meses”, ou “que tal esse ser seu pedido para o Papai Noel? O Natal está quase chegando!”.

As crianças precisam crescer entendendo que há ocasião para tudo – inclusive para ganhar presente. E é dever dos pais desenvolver essa mentalidade nelas, vencendo o tabu do dinheiro em casa desde cedo.

Nesse sentido, uma boa ideia é usar essa sensação de “hora certa” para brincar com os pequenos de contagem regressiva.

Quer um presente? Ok, então saiba quanto tempo vai demorar para ganhá-lo e coloque em um calendário qual será o grande dia. Desde então, vá marcando um “X” em cada dia que passar. O dia da entrega será mais comemorado do que nunca. Dessa forma, eles aprendem a valorizar as pequenas conquistas.

O segundo problema que identifico nesse relato do meu amigo é o fato de o filho dele não entender que cartão de crédito também é dinheiro!

Você pode estar pensando: “mas ele não é muito pequeno para receber lições sobre dinheiro, André?”. Eu respondo com segurança: não! Nunca é cedo demais para ensinar aos pequenos a cuidar das finanças.

É claro que você não vai explicar conceitos de value investing, apresentar a metodologia de investimento de Warren Buffet ou falar sobre as diferenças entre análise fundamentalista e análise gráfica para o seu herdeiro de cinco, seis, dez anos.

Mas, você pode aproveitar a infância e a adolescência para revelar ao seu filho como funcionam as contas da família, dar a ele uma pequena quantia de dinheiro por semana e fazê-lo utilizá-la para fins específicos (como comprar as figurinhas do álbum do Campeonato Brasileiro de Futebol ou o lanche da escola – ou, mais ainda, dar a ele a missão de fazer todos os seus gastos pessoais caberem no próprio orçamento), compartilhar com ele a planilha mensal de entradas e saída da casa, para que ele entenda que o dinheiro não é infinito e assim por diante.

4. Mentalidade poupadora está em falta

Mentalidade poupadora está em falta

“Dinheiro a gente não leva para o caixão.”

Foi assim que uma amiga justificou para mim o fato de não se preocupar em poupar. Para ela, dinheiro existe para fazer as pessoas felizes.

“Ah, eu prefiro gastar tudo porque na hora da nossa morte o que economizamos vira cinza mesmo, né? Ou fica para os outros, que vão torrar também”, ela me disse.

Que mentalidade pobre!

E o pior é que vejo muita gente seguindo esse mesmo pensamento da minha amiga.

Seu dever, então, é fazer com que na sua casa seja diferente. Se o gestor do dinheiro é você, garanta que os outros membros da “equipe” só tenham a sua parte se atingirem as metas financeiras estabelecidas em conjunto.

Que tal tentar?

5. Quando há tabu do dinheiro em casa, não há debate sobre o assunto

Quando há tabu do dinheiro em casa, não há debate sobre o assunto

Por trás de tudo isso está o erro derradeiro dessa lista: não há debate sobre o assunto nos lares brasileiros.

Os motivos são diversos: há quem não queira desgastar a relação familiar falando sobre dinheiro, há quem não confie nem mesmo na própria família, há aqueles que simplesmente não entendem a importância de colocar as cartas na mesa antes de jogar e assim por diante.

Mas está na hora de mudar isso!

Seja para reverter os índices de inadimplência e de investidores, para melhorar o próprio resultado financeiro, para aprender a investir ou por qualquer outro motivo sadio, acabar com o tabu do dinheiro em casa é essencial. E eliminar esses erros da sua vida é o primeiro passo.

E aí, vai embarcar nessa revolução comigo? Deixe seu comentário sobre o assunto.

Bons investimentos!

Crédito das imagens: www.shutterstock.com

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André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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