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O Segredo Não tão Secreto Sobre o Caminho para a Liberdade

O Segredo Não tão Secreto Sobre o Caminho para a Liberdade

Liberdade é voar e, voando, atingir o que queremos da vida mais rápido. Nas asas da liberdade podemos garantir o bem-estar da nossa família, podemos realizar sonhos, deixar nossa marca no mundo.

Luis Fernando Veríssimo escreveu uma crônica em que afirma que a liberdade depende, entre outras coisas, de recursos.

Segundo ele, livre, mas livre mesmo, é quem decide de uma hora para outra que naquela noite quer jantar em Paris e pega um avião. Porém, ele acrescenta:

“Mesmo este depende de estar com o passaporte em dia. E nunca escapará da dura realidade de que só chegará em Paris para o almoço do dia seguinte. O planeta tem seus protocolos.”

Mas, sim, a liberdade depende de você ter recursos para transformar o seu querer em algo palpável.

Há quem sonhe com um  carro esportivo, uma fazenda, um apartamento em Nova Iorque ou uma casa na montanha com vista para o mar.

Queremos viajar, ver o mundo ou ficar relaxando na praia com uma caipirinha na mão. Queremos tranquilidade para tornar realidade aquele projeto, aprender a pintar, tocar um instrumento.

Não é à toa que o hino da proclamação da república usa a figura da liberdade abrindo as asas. É ela que nos permite ir mais longe, alcançar nossos sonhos, ser mais na vida.

Liberdade é voar e, voando, atingir o que queremos da vida mais rápido. Nas asas da liberdade podemos garantir o bem-estar da nossa família, podemos realizar sonhos, deixar nossa marca no mundo.

Porém, existem contas a pagar, família para cuidar, carnês, prestações, condomínio e aluguel subindo. Muitas vezes, parece que você nunca vai ter a liberdade de fazer o que você realmente quer.

O problema do dinheiro

O problema do dinheiro

Pode não parecer, mas o salário é um dos grandes enigmas de parte da sociedade. Enigma porque, para a maioria das pessoas, ele nunca é suficiente.

Por mais que o pagamento aumente, por mais que se ganhe muito dinheiro, elas estão sempre no limite e contando as horas para o mês virar.

Não preciso explicar que quem vive assim nunca terá a liberdade de fazer o que sonha certo? Essas pessoas, lamentavelmente, deixam que suas despesas aumentem de acordo com a evolução de seus rendimentos.

Com isso, por um lado, sentem-se realizadas com os pequenos prazeres do curto prazo, porém, no longo prazo, estão caminhando para continuarem reféns do dinheiro.

E acontece que na maioria das vezes elas nem notam, mas passam a comprar roupas em lojas melhores, duplicam a quantidade de vezes que jantam fora por mês, fazem uma comprinha extra “porque merecem” e por aí vai.

Quando veem, já estão apertados no final do mês – de novo.

É extremamente fácil cair nessa armadilha

É extremamente fácil cair nessa armadilha

Junto com mais dinheiro vem uma das maiores arapucas já feitas para pegar gente: o aumento do limite do cartão de crédito e da conta corrente.

Se não tomar cuidado, você se verá preso em uma espiral de débito. Mas dá para entender. Para conseguir a liberdade, primeiro você passará anos fazendo algo que contradiz tudo o que esperamos que o dinheiro nos traga.

É preciso viver com um padrão de vida menor do que poderíamos. Hoje, muitas pessoas fazem o contrário. Se afundam em dívidas, mas têm sempre um carro novinho na garagem – seja para agradar a si próprios ou impressionar os vizinhos.

É assim que muitos simplesmente passam pela vida lutando para pagar as contas e sonham, apenas sonham com aquele dia em que tudo será possível.

A boa notícia é que sim, você pode mudar esse cenário e se tornar protagonista das próprias finanças.

Existem pessoas que, mesmo com poucos recursos iniciais, conseguem, com o tempo, realizar seus sonhos. E a cada mês conseguem realizar mais, pois passam a contar com mais recursos para terem a liberdade de fazerem o que desejam.

Liberdade de ter mais coisas sem ter que fazer um esforço muito maior para isso. Liberdade de viver melhor e dar o melhor para suas famílias.

Liberdade que não afeta só a si. Que tal ajudar uma creche carente local? O asilo do bairro? Enfim, liberdade para ser uma pessoa melhor.

Você também pode. A liberdade está ao seu alcance. E começa com algo muito simples: planejar para onde vai o seu dinheiro.

A regra 70-20-10

A regra 70-20-10

Existem várias maneiras de você administrar o seu dinheiro e dezenas de estratégias defendidas pelos especialistas da área.

Algumas beiram o exagero, como a que diz que, na casa de um casal em que ambos trabalham, não se deve gastar o salário menor – até porque ele terá que ser usado no divórcio, que certamente virá depois que um cônjuge propor isso.

Outra técnica exige que você tire o dinheiro do dia a dia do banco e o mantenha em espécie em casa, separando em montinhos o que deve ser gastado no dia, na alimentação, etc.

Estava com calor, resolveu tomar um sorvete? Bom, já não vai ter dinheiro suficiente para jantar. Radical, mas para algumas pessoas funciona.

Uma das maneiras de gerir os recursos mais difundidas e simples é a regra do 70-20-10. Tenha em mente que ela não é necessariamente a mais indicada para você, e que os percentuais variam conforme você fica mais velho.

É, porém, uma das mais acessíveis a qualquer pessoa. Comece colocando na ponta do lápis quanto custa para você sobreviver. Moradia, alimentação, condução, vestuário, bichinho de estimação, telefone.

Acrescente luxos como Netflix e um ou dois jantares fora no mês. Afinal, diversão  é importante. Acrescente também um sorvete, como no exemplo acima. Enfim, adeque os luxos ao seu perfil e vontades. Terminou?

O ideal é que todas essas despesas somem o equivalente a 70% ou menos de seu rendimento mensal. Se for mais, você precisa ou aumentar seus ganhos ou diminuir suas despesas. É, lá vai o sorvete e a Netflix.

Essa talvez seja a parte mais difícil. Ter um padrão de vida abaixo do possível requer muita paciência e disciplina, mas é algo necessário para ter bons resultados em poucos anos. Esforce-se e economize para precisar de apenas 70% ou menos de seu salário por mês.

Os próximos 20% são divididos em poupança para aposentadoria, poupança para emergências e poupança para realizar sonhos. Alguns ainda dividem em sonhos pequenos e grandes. Mudar de casa é sonho grande, comprar um vestido ou uma TV nova é sonho pequeno.

A poupança para emergências é a mais fácil de ser administrada: poupe até conseguir o equivalente a cinco a sete salários, aí pare.

Será o suficiente para você suportar alguns meses caso perca o emprego, tenha uma emergência médica, bata o carro, etc. Esses 20% você pode dividir como quiser entre as poupanças, e conforme as suas necessidades.

O 10% finais são destinados para pagar dívidas e cartões de crédito, mesmo que esses itens devessem estar lá nos 70%.

Jeffrey Gitomer, um dos maiores especialistas em vendas do mundo e autor de A bíblia de vendas, oferece uma divisão diferente: seriam 70% para despesas, 10% para aposentadoria, 10% para sonhos e 10% para devolver para a comunidade.

Isto através de doações para ONGs, instituições de caridade, ou através de seu tempo, quando você troca um dia de trabalho remunerado por um dia fazendo trabalho voluntário.

Ele não é o único autor empresarial sério, racional que acredita que há algo no ato de doar que faz com que o valor volte para nós de alguma forma. Mas não doe esperando recompensas, doe porque você é um ser humano decente.

Outros autores sugerem que você inclua uma outra categoria nesses 30% – e aí está um dos grandes segredos da liberdade financeira – o investimento que trabalha, que tem uma diferença fundamental em relação aos outros itens da sua divisão de recursos.

Um dia você vai sacar o dinheiro dos sonhos, da aposentadoria. Espero que você nunca precise tocar naquela poupança de emergência.

Já o investimento que trabalha é feito para que você nunca toque no montante principal, se não quiser, e ainda assim se beneficie de pagamentos regulares. Mesmo que você não faça nada, que não reinvista.

Começando pelo começo

Começando pelo começo

O primeiro passo, como viu acima, é liberar pelo menos 30% do que você ganhar e transformá-lo em dinheiro que você não precise para passar o mês.

Se nos primeiros meses isso for difícil, não se preocupe. Continue estudando – lendo bons livros e meus artigos, por exemplo – para descobrir como fazer com que sobre cada vez mais dinheiro no mês.

Por enquanto, pegue os 30% e divida esse dinheiro como quiser, usando os quesitos acima. Pronto: você está pronto para colocar algum valor no investimento que trabalha.

Mas, atenção: por mais atrativo que ele seja, não coloque todo seu dinheiro em um mesmo tipo de investimento. Para o fundo de emergência, por exemplo, o ideal é uma poupança simples.

Quando seu filho vai para o hospital, você não vai pensar em bons rendimentos, vai querer liquidez imediata. E isso a poupança dá.

Para os sonhos pequenos, também vale a pena ficar longe de renda variável. Você vai realizar esses sonhos em poucos meses, tempo curto demais para que um investimento em ações ou moeda estrangeira compense. Na verdade, são boas as chances de que, nesse período de tempo, você perca dinheiro em renda variável.

Faça o resto trabalhar para você – mesmo aquela poupança destinada a sonhos grandes. Invista em empresas que sejam grandes pagadoras de dividendos.

Tenho uma videoaula disponível para você sobre o assunto, por isso vou apenas dar uma introdução aqui. Recomendo fortemente que você assista. Asseguro que fará enorme diferença em sua vida. O que ensino lá é o que fará com que seu investimento trabalhe. Mais do que isso, fará com que você ganhe duas vezes. Entenda:

1 – Valorização

Como você viu em outros artigos, as empresas que pagam bons dividendos são, via de regra, as empresas com os melhores fundamentos econômicos da bolsa.

São empresas quase sem dívidas e com políticas que valorizam a solidez e a segurança financeira. Por isso, costumam ter uma valorização lenta, mas mais garantida do que empresas cujas ações oscilam muito.

É como a fábula da lebre e da tartaruga. No final, as empresas pagadoras de dividendos vencem. E a tartaruga do dividendo, ao contrário daquela da fábula, ainda dá uns presentes para quem assiste a corrida.

2 – Dividendos

É a parte do lucro da empresa que é dividida entre os acionistas. É uma renda extra que você recebe sem ter que tocar nas ações investidas. É o resultado de tudo o que a empresa fez naquele período. Não importa o quanto a empresa valorizou. Você recebe mais dinheiro com os dividendos.

Esse dinheiro extra pode ser usado da maneira como você quiser. Ajudar a financiar seus sonhos, garantir um fim de semana romântico com aquela pessoa especial, surpreender os pais com um presente ou até ser reinvestido para que você possa ganhar cada vez mais no longo prazo.

As possibilidades são inúmeras, mas se traduzem em poucas palavras: mais qualidade de vida e mais liberdade. Liberdade para você. Liberdade para fazer outras pessoas felizes.

O caminho da liberdade

O caminho da liberdade

Se você decidir reinvestir os dividendos nas próprias empresas, vai alimentar um círculo virtuoso que irá proporcionar uma renda passiva maior a cada período.

Ao usar os dividendos para comprar mais ações daquela empresa você estará aumentando sua participação de graça.

Não é incrível? Você compra mais um pedaço daquela empresa sem ter que tirar dinheiro de qualquer investimento. E assim, o valor do dividendo aumenta continuamente.

Imagine ter inicialmente algumas dezenas de reais caindo em sua conta em intervalos regulares, sem que você precise se esforçar. E agora visualize essas dezenas de reais se transformando em centenas e, depois, em milhares. Parece um sonho? Pois é perfeitamente possível.

Mas para isso você precisa aprender a administrar o seu dinheiro, separar a porcentagem para as diferentes necessidades e investir com conhecimento em dividendos.

Para ajudá-lo nesse caminho, preparei uma videoaula especial sobre dividendos em que respondo as principais dúvidas sobre como investir em dividendos e mostro os caminhos para investir com mais segurança.

E o melhor, é totalmente gratuita. Inscreva-se para sua aula agora mesmo. Pode ser o seu passo definitivo na conquista dessa tal liberdade. Que tal seria jantar em Paris amanhã?

Um pedido:

Depois que assistir a aula venha até aqui novamente e deixe um comentário dizendo o que achou, de que forma a aula foi útil e, caso deseje, deixe uma sugestão de tema para uma próxima aula, combinado?

Muito do que escrevo ou gravo em vídeo acontece a partir de dicas de leitores. Muito obrigado.

André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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