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Dinheiro traz felicidade? A ciência explica

Dinheiro Traz Felicidade? A Ciência Explica

Dinheiro traz felicidade? O debate sobre o quanto dinheiro e felicidade estão ligados é intenso e abre brechas para incontáveis variáveis.

Dinheiro traz felicidade?  O debate sobre o quanto dinheiro e felicidade estão ligados é intenso e abre brechas para incontáveis variáveis.

Não pretendo trazer a resposta definitiva para a pergunta do título neste artigo – até porque é algo bastante pessoal.

Mas fui atrás de dados científicos para encontrar caminhos para que você consiga fazer com que seu patrimônio contribua para sua sensação de realização. E é isso que apresento a seguir.

Dinheiro traz felicidade?

Elizabeth Dunn, Ph.D em Psicologia, professora da University of British Columbia, no Canadá, e autora do livro Dinheiro feliz – a arte de gastar com inteligência, proferiu uma palestra sobre dinheiro e felicidade em que explica que o dinheiro traz felicidade até certo ponto.

Para atestar o argumento, ela apresenta um estudo de Angus Deaton, economista da universidade de Princeton (EUA), e Daniel Kahneman, um dos mais respeitados teóricos de finanças comportamentais de todos os tempos.

Os pesquisadores concluíram que o número mágico da felicidade é um salário anual de 75 mil dólares (considerando a realidade dos Estados Unidos). Quando se ganha além disso, há pouco impacto direto sobre a felicidade no dia a dia.

Segundo eles, um dos motivos para isso é que a maioria das pessoas ricas têm sua fortuna atrelada a longas jornadas de trabalho, que causam mais tensão e estresse do que o prazer proporcionado, por exemplo, por chegar em uma casa confortável dirigindo um carro do ano.

Muitos caem na falsa ilusão de que quando forem ricos viajarão mais e vão se dedicar a atividades prazerosas. Mas, em diversos casos, a riqueza está atrelada a uma vida dedicada ao trabalho – e nada mais.

Além disso, há o fato de que quando se tem muito dinheiro, o sentimento positivo por ter adquirido um bem de valor deixa de existir, porque começa a se tornar algo banal e corriqueiro. Quem aí já viveu essa sensação?

Mas, antes de pensar em desistir de enriquecer, seja com seu trabalho ou investindo, entenda que ter dinheiro e ser feliz tem a ver com a forma como você usa seu patrimônio.

O que você faz com o seu dinheiro importa tanto para a sua felicidade como o quanto você ganha”, explica Elizabeth. Ou seja, ser rico pouco tem a ver com ser feliz quando você direciona seus recursos para as causas erradas.

A ciência explica “quando” dinheiro traz felicidade

quando dinheiro traz felicidadeÉ preciso gastar de forma estratégica para não ser um rico que é invejado por muitos na mesma proporção em que é infeliz. Para isso, considere os seguintes aspectos atestados pela ciência:

(E se você ainda não é rico, fique tranquilo, porque você pode colocar essas teorias em prática mesmo com poucos recursos. São exercícios prazerosos.)

1. Compre experiências, não objetos

Coisas materiais, mesmo que super caras ou algo que você deseja ter há bastante tempo, podem até causar uma sensação instantânea de felicidade, mas tendem a perder efeito após pouco tempo. Já as lembranças de pessoas, lugares e atividades são eternas.

Dan Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard (EUA), conduziu um estudo em que 57% da pessoas entrevistadas reportaram grande felicidade após a compra de uma experiência, e 34% após uma compra material.

É fácil comprovar isso. Basta responder: suas melhores lembranças vêm de uma viagem que marcou sua vida ou de uma roupa cara que comprou?

2. Gaste dinheiro com os outros

Outro estudo da Harvard revelou que ao gastar dinheiro com os outros, seja pagando um almoço para um amigo ou doando para a caridade, nós recebemos uma boa dose de bem-estar físico e emocional.

No relatório apresentado pelos pesquisadores, afirma-se que “os benefícios se estendem não apenas a questões subjetivas ligadas ao bem-estar, mas à saúde”.

Propagar o bem e a generosidade nos deixa em paz com nós mesmos e, naturalmente, torna nossa vida mais leve e agradável. Aqui, neste ponto do tema, vemos que sim, dinheiro traz felicidade.

Você concorda? Já conseguiu sentir o efeito positivo de fazer outras pessoas felizes dessa forma?

3. Não gaste dinheiro para impressionar os outros

Você certamente tem um parente, amigo ou vizinho (talvez os três?) que adora fazer compras para se exibir para os outros.

Viver de aparências, infelizmente, é um mal crônico de nossa sociedade. O resultado disso, comprovado pela ciência, é que o sentimento de felicidade gerado por uma compra irracional logo passa.

Já as dívidas e, consequentemente, a infelicidade atrelada a elas, podem durar anos. Compras desnecessárias podem arruinar sonhos. E agindo assim, desta maneira, será que dinheiro traz felicidade?

Robert Frank, professor de economia da Cornell University e autor do livro How not to buy happiness (Como não comprar felicidade), afirma que aqueles que são ricos e infelizes não gastam seu dinheiro como deveriam.

Em um artigo que leva o mesmo título do livro, ele resume a receita da felicidade gerada pelo dinheiro. Tome nota porque pode ser um novo mantra para a sua vida.

Se usarmos um aumento em nossos rendimentos para, como a maioria das pessoas faz, comprar casas maiores e carros mais caros, não ficaremos mais felizes do que antes. Porém, se usarmos o dinheiro para adquirir bens intangíveis como a liberdade proporcionada por um trajeto mais curto entre casa e trabalho ou uma atividade profissional menos estressante, o cenário muda. Quanto mais investirmos para dedicar tempo à família e amigos, fazer exercícios, dormir, viajar e realizar outras atividades energizantes e positivas que contribuam para que vivamos de forma mais saudável, mais felizes seremos.

Ter dinheiro é algo fantástico. Eu não seria hipócrita de dizer o contrário. Mas é importante, de tempos em tempos, parar um pouco para refletir sobre o quanto “pagamos” para ter dinheiro e bens materiais.

Nessas horas, gosto sempre de lembrar de uma frase do escritor inglês John Ruskin: “As melhores coisas da vida não são coisas”.

E para você, qual é a relação entre dinheiro e felicidade?

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André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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