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Crenças Financeiras: Você Já Derrubou as Suas Hoje?

Crenças Financeiras: Você Já Derrubou as Suas Hoje?

Crenças financeiras podem estar tão enraizadas em sua mente que você nem percebe o quanto prejudicam seu futuro. Veja algumas delas e prepare-se para desmistificá-las de uma vez!

Crenças financeiras podem estar tão enraizadas em sua mente que você nem percebe o quanto prejudicam seu futuro. Veja algumas delas e prepare-se para desmistificá-las de uma vez!

É natural do ser humano carregar crenças absolutas. Mas não é por ser natural que é certo!

Muitas das verdades incontestáveis que você pode carregar consigo talvez nunca tenham passado por uma reflexão mais profunda e racional. E se passarem, acredite: as chances de caírem por terra são enormes.

O fato é que às vezes a coisa caminha na linha do “faço assim porque sempre foi assim” e graves erros acontecem por isso.

E quando se trata de dinheiro, as crenças são evidentes.

Hoje, quero compartilhar algumas delas com você e mostrar os caminhos para deixá-las para trás.

Para você entender melhor de que crenças estou falando, preste atenção nos exemplos abaixo. São frases que costumamos ouvir bastante por aí:

O dinheiro é a raiz de todo mal.

Dinheiro não traz felicidade.

Toda pessoa rica é ruim.

Não gosto de falar de dinheiro e nem sou bom em cuidar dele.

Veja que citei 4 frases (poderiam ser mais) que eu tenho certeza de que você já ouviu ao menos uma vez na vida.

Apesar de serem bem diferentes uma das outras, têm em comum o fato de serem crenças equivocadas ligadas ao dinheiro.

Pior que isso, são maneiras de pensar que nada agregam. Pelo contrário, só afastam você de seus sonhos.

Para não ser vítima dessas crenças, a mudança deve começar em seu mindsetOu seja, na forma como você pensa e em como direciona sua energia.

O que vai movê-lo em direção aos seus sonhos, como eu sempre falo aqui no blog, é assumir uma postura proativa com relação ao seu dinheiro.

Pensar nele, conversar sobre ele em casa, refletir sobre onde está gastando seu dinheiro, estudar educação financeira e investimentos, compartilhar o que aprende com seus familiares. Esse é o caminho para ter uma vida financeira saudável!

O que é o dinheiro para você?

O que é o dinheiro para você?

Para aquecer os motores, quero pedir para você responder a questão abaixo.

Sugiro fortemente que anote-a, pois ao final deste artigo vou propor outro exercício ligado a esse primeiro. É uma brincadeira interessante.

Só peço que leia o texto inteiro antes de ir até o fim, mas adianto que adoraria ver o seu resultado dos exercícios nos comentários.

Vamos lá? Responda:

Para mim, o dinheiro é…

Exemplo1 : “O dinheiro é uma ferramenta fantástica para conquistar a liberdade em todos os aspectos da vida.”

Exemplo 2: “Dinheiro é um mal necessário para viver.”

Veja que as duas respostas são uma pura questão de ponto de vista, experiências pessoais e crenças estabelecidas.

Mas são suficientes para uma autorreflexão inicial, que é um bom ponto de partida para conversarmos sobre o impacto das crenças financeiras em nossas vidas.

Derrubando crenças financeiras infundadas

Compartilho a seguir uma espécie de passo a passo acompanhado por dicas práticas sobre como você pode derrubar crenças financeiras infundadas, criar suas próprias (e sólidas) convicções a respeito do dinheiro e, principalmente, levar uma vida mais equilibrada e feliz.

Acompanhe!

1 – Faça o dinheiro ser prioridade

Faça o dinheiro ser prioridade

Sem radicalismos, ok? Não estou dizendo para você se esquecer de tudo e de todos e centrar sua vida no dinheiro.

O que quero é que você entenda que ele precisa fazer parte da sua vida de forma mais pensada.

Vou explicar…

Enquanto o dinheiro for um ser estranho, algo que você recebe pelo seu trabalho e que gasta de acordo com o que precisa ou deseja, você tende a sofrer com ele.

Porém, se você está aqui lendo este artigo, acredito que não seja o seu caso. Só que, ainda assim, levar o debate para dentro de casa é importante.

Será que todos em sua família estão alinhados a respeito da importância de ter uma relação positiva e proativa com o dinheiro? Eu arrisco dizer que não.

O melhor caminho para quem está no ponto zero é ler um livro simples e instrutivo, como o Pai Rico, Pai pobre, que já escrevi sobre aqui.

2 – Se o dinheiro aborrece você, foque nos benefícios futuros

Se o dinheiro aborrece você, foque nos benefícios futuros

Eu entendo que existem pessoas que sabem da importância de tudo o que estou falando hoje e sempre aqui no blog, mas simplesmente não suportam gerenciar suas finanças com mais atenção.

Seja porque o trabalho consome boa parte das energias, seja por puro perfil ou até mesmo preguiça, acontece.

Se esse é seu caso, independente do motivo, sugiro que comece a pensar não no dinheiro, mas nos resultados que ele pode entregar no futuro.

Em outras palavras, quais são seus sonhos? Quando deseja realizá-los? De quanto vai precisar para isso? Quanto precisa guardar por mês?

Este exercício simples de reflexão pode gerar um efeito poderoso e de grande transformação em sua vida. Afinal, são os sonhos que nos movem, certo?

3 – Encare o dinheiro como uma área de estudo

Encare o dinheiro como uma área de estudo

Uma dica extra para mudar seus hábitos e crenças financeiras é enxergar o dinheiro como uma área em sua vida que precisa estar em constante aprimoramento.

Bem como devemos cuidar da alimentação, praticar esportes e acompanhar a evolução de nossas profissões para nos mantermos relevantes no mercado, o dinheiro é mais um item que precisa entrar na lista de prioridades pelo simples fato de que boa parte da nossa vida gira em torno dele.

Praticamente tudo o que temos, fazemos, não temos ou deixamos de fazer está relacionado a ele. Ou seja, trazê-lo para o dia a dia, mais do que importante, é necessário.

Você não precisa se tornar um especialista em macroeconomia e taxa de juros, mas ter uma boa compreensão do cenário econômico, conhecer as ferramentas para construção de riqueza e entender o impacto do consumo desenfreado/emocional seguramente fará uma diferença enorme em sua vida.

Orgulhar-se por não dar bola ou não entender de dinheiro – acredite, existe muita gente assim – não é nada além de um tiro no pé e assumir que você não pode evoluir em sua jornada.

4 – Não leve a vida em ciclos de 30 dias

Não leve a vida em ciclos de 30 dias

Alguém, um dia, disse que todas os nossos recebimentos e contas devem funcionar em um ciclo de 30 dias. É como as coisas são.

Mas isso não significa que você deva “zerar” a vida toda vez que o mês mudar. E aí entra uma questão importante a respeito do mindset.

Imagine a seguinte situação: hoje é dia 31 e você acaba de perceber que 10% de seus rendimentos mensais ainda estão em conta corrente, o que geralmente não acontece.

O que você faria com o dinheiro? Gastaria em uma extravagância, já que amanhã o ciclo se renova, ou colocaria em alguma aplicação?

Se ficou com a primeira opção, você claramente é refém do ciclo de 30 dias.

A “sobra” de cada mês, hoje, é o principal pilar para conquistar a liberdade financeira amanhã.

A vida não é uma corrida de 100 metros rasos, mas uma ultra-maratona. Viva o presente, mas pense no longo prazo e construa o futuro.

Por falar em ciclos, recomendo que leia este e-book do consultor Paulo Vieira. É um guia prático que vai ajudá-lo a descobrir em qual ciclo financeiro você se encontra e como acelerar a prosperidade em sua vida ou família.

5 – Não se apoie no histórico familiar

Não se apoie no histórico familiar

Talvez você nunca tenha tido um bom exemplo dentro de casa sobre como ser um bom gestor de sua própria renda.

Talvez você seja de uma família humilde e não tenha muitas perspectivas de se tornar rico um dia. Talvez.

A verdade é que nada disso importa. Ou, ao menos, não deve importar para você. O passado tem menos impacto no futuro do que você imagina.

O que já aconteceu ficou para trás. A cada dia você tem a chance de escrever uma nova história.

Por isso, seja responsável pela sua vida, pelos seus resultados e pelo futuro que deseja viver.

6 – Dinheiro traz felicidade, sim!

Dinheiro traz felicidade, sim!

A velha máxima que prega que “dinheiro não traz felicidade” pode até ser verdade para algumas pessoas, que ficam cegas para tudo e todos por pensarem exclusivamente no dinheiro.

Mas quando ele é tratado como uma ferramenta para criar liberdade e realizar sonhos, o velho ditado popular cai por terra.

Se você tem a crença de que pessoas ricas são infelizes, talvez seja por inveja ou por alguma angústia reprimida.

Faça uma reflexão. Ao invés de invejar ou criticar, por que não admirar e se inspirar?

7 – Viver endividado não é uma regra da vida

Viver endividado não é uma regra da vida

Vivemos no Brasil a cultura do crediário e das prestações a “perder de vista”. É assim desde sempre, então é assim que o jogo funciona, certo? Errado!

Você não precisa (e nem deveria) se enfiar em uma dívida de cinco anos para financiar um carro.

O mesmo vale para qualquer grande compra que vai comprometer seu orçamento por longos anos, aliás.

É claro que existem casos e casos, mas minha intenção é sempre provocar a reflexão, apresentar um plano B, fazer você imaginar como seria se fizesse diferente.

Não é porque a vida de 90% das pessoas que você conhece segue um roteiro tradicional que a sua precisa seguir também.

Por exemplo: você já fez as contas sobre se vale a pena entrar num financiamento de trinta anos para comprar um imóvel ou se é mais vantajoso ficar no aluguel por alguns anos enquanto faz seu dinheiro render?

Você pode se surpreender com os números. Lembre-se: a minha intenção é fazer você questionar suas crenças financeiras e, quem sabe, ajudá-lo a encontrar um caminho mais produtivo.

8 – Você não ganha muito pouco a ponto de não poder poupar

Você não ganha muito pouco a ponto de não poder poupar

Dizer que ganha muito mal é a desculpa preferida de 9 entre 10 pessoas que não se preocupam em poupar. A verdade é que (quase sempre) elas estão erradas.

Eu acredito que isso acontece porque essas pessoas têm, por algum motivo, a ideia de que precisam poupar muito dinheiro. Mas não é isso.

Lembre-se de que estamos falando de crenças financeiras. E essa é mais uma que precisa ser excluída de sua vida imediatamente.

O mais importante é desenvolver o hábito de poupar. O valor, principalmente no início, pode ser quase simbólico, mas eu sugiro que você comece com algo entre 5% e 10% do que ganha.

Direcionar esse valor para uma poupança (inicialmente), é a primeira coisa que você deve fazer todos os meses.

Se fizer isso, não vai demorar para este hábito se tornar uma atividade padrão em sua vida. E aí, ponto! Você deu o passo mais importante rumo a sua independência financeira.

9 – A aposentadoria está muito mais perto do que parece

A aposentadoria está muito mais perto do que parece

Não importa se você tem 20, 30, 40, 50 anos ou mais. A cada dia que passa, sua capacidade produtiva está mais próxima do fim.

Logo, quanto antes você começar a se preocupar com o dia em que for pendurar as chuteiras, melhor.

Se você é jovem, comemore e aproveite! Cultive desde já o hábito de investir visando o longuíssimo prazo: o seu futuro.

Por outro lado, se você é mais velho e sente que já passou da hora para se preocupar com a aposentadoria, não desanime. Recomendo que procure ajuda profissional para traçar a melhor rota possível.

10 – Ganhar dinheiro não é pecado

Ganhar dinheiro não é pecado

Não é raro ouvirmos por aí que é errado ganhar muito dinheiro. Muito disso está atrelado ao grande abismo que separa as classes sociais no Brasil.

É um tema complexo que merece ser mais aprofundado, mas para não perdermos o foco aqui, quero apenas dizer que, caso você tenha esse pensamento, tente “virar a chavinha”.

Quando nas mãos certas, o dinheiro gera valor, cria e compartilha riquezas.

Com dinheiro, podemos não só alcançar a liberdade financeira, mas gerar oportunidades para outras pessoas, ajudar, compartilhar, crescer.

Lembre-se: tudo começa pela forma como pensamos, acreditamos e agimosQuais são as crenças financeiras que impedem que você evolua?

Exercício final sobre crenças financeiras

Exercício final sobre crenças financeiras

Depois de ler este artigo e refletir sobre suas crenças financeiras, responda novamente o exercício que apresentei no início:

1 – Agora que li o artigo, o dinheiro para mim é…

Por fim, quero deixá-lo com um plano de ação para daqui em diante:

2 – O que vou fazer, na prática, para melhorar minha relação com meu dinheiro?

Gostaria muito de saber se sua resposta mudou antes e depois da leitura. Registre-a nos comentários, combinado?

Por fim, gostaria de convidá-lo para se aprofundar ainda mais no assunto. Você já deu um primeiro grande passo, que é tomar conhecimento sobre algumas Crenças Financeiras para abandoná-las de vez.

Agora, é hora de conhecer os hábitos, comportamentos e ideias específicas que irão acelerar o processo da sua Liberdade Financeira.

Você já parou para pensar no que as pessoas mais bem sucedidas do mundo têm em comum? Que atitudes elas tomam que as diferenciam dos demais?

Depois de muito estudo, eu posso dizer que descobri o segredo do sucesso dessas pessoas, e reuni tudo em um único ebook para você.

Não deixe de conferir as Sementes da Riqueza e os 7 passos Para Construir A Sua Estratégia De Enriquecimento Permanente.

Encontro você lá!

Crédito das Imagens: www.shutterstock.com.br
Originalmente postado em: 22 de agosto de 2016
Atualizado em: 08 de janeiro de 2018

André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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