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Como comprar ações na baixa e vender na alta

Como Comprar Ações na Baixa e Vender na Alta em 5 Simples Passos (Garantido!)

Aposto que você já escutou que o segredo para ganhar dinheiro em ações é saber comprá-las na baixa e vendê-las na alta. Maravilha, mas há uma pergunta que logo vem à tona: como saber qual é o exato momento de comprar e qual é o exato momento de vender as ações? Leia o artigo e descubra.

Saber como comprar ações na baixa e vender na alta é o assunto principal desta série de artigos. Acompanhe comigo e descubra 5 passos simples para acertar no alvo.

Este é o terceiro de uma série de 3 artigos em que eu revelo para você alguns segredos e verdades sobre como alcançar seus maiores objetivos financeiros através do mercado de ações.

Aposto que você já escutou que o segredo para ganhar dinheiro em ações é saber comprá-las na baixa e vendê-las na alta.

Sim, essa é de fato a primeira dica que os investidores escutam quando começam a atuar nessa área.

Maravilha, mas há uma pergunta que logo vem à tona: como saber qual é o exato momento de comprar e qual é o exato momento de vender as ações?

Bom, é aí que as coisas começam a complicar um pouco.

Não especule; compre ações de empresas boas, aguarde até ela subir e então, venda. Se ela não subir, não compre.

Will Rogers – Ator e comediante norte-americano

Brincadeiras à parte, eu sei que é mais fácil falar do que fazer. Mas, afinal, como é possível comprar ações na baixa e vender na alta?

Será que existe uma maneira de fazer isso de forma consistente ao longo do tempo?

A boa notícia é que existe, sim, um método e ele é mais simples do que você imagina.

O processo que você irá conhecer neste artigo faz parte de uma estratégia conhecida por Alocação de Ativos. É sobre isso que irei tratar a seguir.

Como comprar ações na baixa e vender na alta

Nesse artigo você vai descobrir:

  1. Os 5 passos bastante simples para você comprar ações na baixa e vender na alta de modo consistente ao longo do tempo;
  2. Quais as vantagens da Alocação de Ativos e por que esta estratégia é uma excelente alternativa para quem não quer se envolver muito com seus investimentos;
  3. Por que a diversificação é chave para melhorar a relação risco x retorno de sua carteira de investimentos.

Está preparado? Então, vamos lá!

Introdução

O resultado de comprar ações na baixa e vender na alta faz parte da estratégia conhecida por Alocação de Ativos.

Esta estratégia busca melhorar a relação risco x retorno da sua carteira de investimentos por meio da diversificação em cada classe de ativos.

Nesse artigo, irei usar como exemplo apenas duas classes de ativos para tornar a explicação mais didática.

Usarei então como exemplo os ativos de renda fixa e os ativos de renda variável (ações).

Para o método funcionar, é preciso dividi-lo em 5 passos, sendo que é no último onde a “mágica” acontece.

Passo 1: Definir o seu perfil de investidor

O perfil de investidor diz respeito aos seus objetivos, horizonte de tempo, tolerância ao risco e o tamanho do capital investido.

A finalidade é identificar a sua carteira de investimentos ideal em relação aos tipos de ativos. Em outras palavras, a finalidade é descobrir qual será a diversificação entre renda fixa e renda variável de sua carteira.

Por exemplo, digamos que seu perfil de investidor é moderado e por isso sua carteira ideal deve ter 30% em renda variável (ativos de maior risco) e 70% em renda fixa (ativos de menor risco).

Passo 2: Escolher os Ativos para cada categoria (Renda Fixa e Renda Variável)

Para a parcela de renda variável (no caso ações), você tem basicamente 2 alternativas: Investir diretamente em ações ou investir em fundos de ações.

Por exemplo: após algumas análises, e o GuiaInvest pode te ajudar nessa tarefa, você decidiu que irá investir em 3 empresas: Ambev, Itaú e Gerdau.

E para a parcela de renda fixa, você tem, também, 2 alternativas: investir diretamente nos ativos de renda fixa como: CDBs, Títulos Públicos, Debêntures, LCI, LCA, etc. ou investir em fundos que investem em ativos de renda fixa.

Passo 3: Definir o percentual para cada Ativo dentro de cada categoria

Na posição em renda variável, por exemplo, você definiu que vai fazer a seguinte composição: 10% em AMBEV, 10% em ITAU e 10% em GERDAU.

O total soma os 30% da parcela em renda variável que você definiu no 1º passo. Já, para a posição em renda fixa, você decidiu investir 50% em títulos públicos e 20% em CDBs. O total soma os 70 % da parcela em renda fixa.

Passo 4: Reequilibrar com aportes mensais, caso os tenha

Caso você decida realizar aportes mensais em sua carteira, a ideia é manter a proporção por classe de ativos conforme definido no 1º passo.

Por exemplo: Digamos que você definiu um aporte mensal de R$ 1.000,00. Neste caso você deve aplicar R$ 700,00 na renda fixa e R$ 300,00 na renda variável.

No entanto, como a carteira costuma oscilar ao longo do tempo, pode acontecer de você aplicar todo o aporte mensal em apenas uma classe de ativos.

Em resumo, a regra é sempre manter a proporção inicial definida no primeiro passo.

Passo 5: Reequilibrar periodicamente

Esta é a parte mais importante da estratégia. É aqui que acontece a “mágica” de comprar ações na baixa e vender na alta.

Com o passar do tempo, é natural que as posições percentuais em renda fixa e renda variável sofram alterações. Isso acontece porque as classes de ativos possuem volatilidades diferentes.

Caso você não saiba, a volatilidade é a oscilação de preço dos ativos ao longo do tempo.

Normalmente, a parcela de renda variável é mais volátil que a parcela de renda fixa. Assim, é natural que aconteça um desequilíbrio destas parcelas com o passar do tempo.

Para reequilibrar a carteira, você pode fazer de duas formas:

  1. Por período definido, por exemplo: a cada 3, 6 ou 12 meses. Esta forma é para aqueles que não querem se envolver muito;
  2. Por desvio percentual das classes de ativos: por exemplo: 5%, 10%, 15%, 20%. Este é para aqueles que querem ter um envolvimento maior.

Vamos aos exemplos de como comprar ações na baixa e vender na alta:

Digamos que você começou o ano com a seguinte composição da sua carteira de investimentos: 30% em renda variável e 70% em renda fixa. Após 6 meses, a composição passou para 40% em renda variável e 60% em renda fixa.

Neste caso, para reequilibrar sua carteira, você deverá vender 10% da parcela de renda variável e comprar 10% de renda fixa. Assim, sua carteira voltará à composição inicial de 30% em renda variável e 70% renda fixa. Perceba que, nesse caso, você estará vendendo ações na alta.

Agora, digamos que aconteça o oposto. No mês 1 você começa com 30% em renda variável e 70% em renda fixa. E digamos que, no mês 6, a sua carteira estará com 20% em renda variável e 80% em renda fixa.

Neste caso, para reequilibrar sua carteira, você deverá vender 10% da parcela de renda fixa e comprar 10% em renda variável.

Assim, sua carteira voltará à composição inicial de 30% em renda variável e 70% em renda fixa. Perceba que neste segundo exemplo você estará comprando ações na baixa (sexto mês).

Se fizer isso ao longo do tempo, você vai estar sempre comprando ações na baixa e vendendo na alta. Simples assim.

De acordo com estudos acadêmicos, cerca de 90% do retorno de uma carteira de investimentos está diretamente relacionada à sua macro alocação, ou seja, ao percentual por classe de ativos.

E por mais surpreendente que possa parecer, o efeito market timing (decidir a hora de comprar e vender) é inferior a 10% do resultado total da carteira.

Caso queira saber os detalhes deste estudo, recomendo dar olhada no artigo: Does Asset Allocation Policy Explain 40%, 90%, or 100% of Performance.

Quais as vantagens desta estratégia?

#1 Redução de Custos

Devido à baixa rotatividade dos ativos, esta estratégia proporciona uma redução dos custos de corretagem, já que você não fará movimentações em excesso, pois só as fará quando houver desequilíbrio da carteira.

Vale mencionar que um dos erros mais comum dos investidores é o excesso de operações, que acaba por dilapidar o retorno de sua carteira.

#2 Fácil de Aplicar

A simplicidade de entendimento do método permite sua aplicação por pessoas de qualquer nível de conhecimento. Eu sei que pode parecer contra intuitivo algo simples funcionar tão bem.

No entanto, eu acredito na ideia de que complicar é fácil, difícil é fazer o simples. E no mercado de ações, como na vida, muitas vezes, não precisamos fazer coisas extraordinárias para atingir resultados suficientemente bons.

#3 Mais Tempo Livre

O dia a dia no mercado de ações é naturalmente dinâmico, agitado e muitas vezes estressante. E aqueles que buscam atingir resultados de curto prazo são os que mais sofrem influência de fatores emocionais na tomada de decisão de investimento.

A estratégia de alocação de ativos evita que o investidor seja influenciado pelas oscilações de curto prazo do mercado. Este método proporciona mais tempo livre para o investidor, visto que poucos minutos por mês já são suficientes para manter a estratégia funcionando normalmente.

A consequência positiva é menos stress e mais qualidade de vida para você. E, por fim, ela evita que você seja atraído a cair em perigosas armadilhas psicológicas.

Conclusão – Recapitulando

Recapitulando os 5 passos para comprar ações na baixa e vender na alta

#1 Passo: Definir o seu perfil de investidor.

#2 Passo: Escolher os ativos para cada categoria (renda fixa e renda variável).

#3 Passo: Definir o percentual para cada ativo dentro de cada categoria.

#4 Passo: Reequilibrar com aportes mensais, caso tenha.

#5 Passo: Reequilibrar periodicamente

Quais as principais vantagens desta estratégia:

  1. Redução de custos
  2. Facilidade de aplicação
  3. Maior liberdade e tempo livre

Agora é com você! Comece a montar sua carteira usando o que você aprendeu neste artigo.

Se você gostou deste artigo, compartilhe com seus amigos e conhecidos. Tenho certeza de que ele pode ser útil.

Mas antes de terminar, eu preciso te dizer algo muito importante…

Atualmente existem cerca de 400 empresas negociadas na Bolsa de Valores do Brasil.

Bastante coisa, né?

E você deve concordar que o maior problema de todo investidor iniciante é saber definir uma boa estratégia, que seja eficiente e segura, certo?

Pois aqui vai a boa notícia…

Se eu dissesse para você que existe um método simples que permite eliminar grande parte do risco de investir em ações, você gostaria de aprender como aplicar esse método?

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Te vejo na aula!

Por fim, deixe um comentário abaixo sobre o que você acabou de ler. Quero muito saber sua opinião!

Um forte abraço e até breve!

Crédito das imagens: shutterstock.com

Publicado em: 20/10/2014 Atualizado em: 03/12/2017

André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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