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10 Desafios do Investidor que Você Precisa Superar

Você já ouviu falar nos 10 principais desafios do investidor? Confira a lista de obstáculos comuns, elencados pelo economista e analista financeiro Eric Tyson no livro Investing for Dummies e verifique se sua carreira de investidor não está sendo afetada por algum deles.

Você já ouviu falar nos 10 principais desafios do investidor? Confira a lista de obstáculos comuns, elencados pelo economista e analista financeiro Eric Tyson no livro Investing for Dummies e verifique se sua carreira de investidor não está sendo afetada por algum deles.

Como você encara os obstáculos que enfrenta em seu dia a dia? Como dificuldades que paralisam e o impedem de continuar no seu caminho ou como desafios que fazem você se superar e ir além?

Pode ter certeza: a forma como você enxerga e reage às adversidades faz total diferença em sua trajetória. Ainda mais quando a jornada escolhida é a de investidor. Nesse caminho, os desafios são vários. E muitas vezes, imensos.

Mas, calma, não estou falando isso para que você desanime! Pelo contrário.

Vejo as “pedras no caminho” como parte importante de seu desenvolvimento e evolução. Acredito que entender como superá-las e aprender a tirar lições de cada uma é o que vai fazer você se destacar nesse universo tão apaixonante.

Sabendo disso e pensando em facilitar sua jornada, apresento a seguir alguns dos desafios do investidor, ou seja, os obstáculos mais encontrados no percurso de um investidor (eu mesmo já passei por vários deles!) e revelo algumas dicas sobre como superá-los.

10 Desafios do Investidor

A lista a seguir é uma adaptação da apresentada pelo economista e analista financeiro Eric Tyson em seu livro Investing for Dummies (ainda não traduzido no Brasil).

Acompanhe e prepare-se para iniciar uma nova fase na sua caminhada como investidor!

1. Saber em quais conselhos acreditar

Saber em quais conselhos acreditar

No começo de qualquer jornada, é normal um aprendiz procurar alguém mais experiente para obter conselhos e dicas úteis para facilitar o trajeto. E não há nada de errado nisso! Pelo contrário, boas lições são sempre muito bem-vindas.

O problema é saber identificar quais palpites são realmente úteis. Sim, porque às vezes o que funciona para um investidor, não funciona para outro, e nessa de acreditar em todo mundo com um mês a mais de experiência, você pode acabar se dando muito mal logo na largada da sua carreira como investidor.

Nesse sentido, o conselho de Tyson é que você pesquise muito bem antes de sair acatando sugestões de investidores mais experientes.

O economista alerta que se você confiar cegamente em alguém, pode acabar perdendo de vista outras oportunidades – ou ainda cair em armadilhas. Por isso, este é um dos primeiros desafios do investidor.

Por exemplo: um consultor pode dar dicas de investimentos que estão atreladas a seu próprio benefício, de empresas com as quais ele terá ganhos, mas que não trarão benefícios para você. Pois é, tem isso!

Então, antes de seguir qualquer orientação de investimento, você precisa ter o conhecimento básico sobre esse mundo para poder avaliar corretamente a indicação.

Além disso, é sempre aconselhável pedir uma segunda, terceira ou até quarta opinião. Assim, você conseguirá ter uma visão mais ampla e racional.

2. Não se deixar levar pela empolgação

Não se deixar levar pela empolgação

Basta um setor começar a ter bons resultados para entrar no radar de investidores que, entusiasmados, passam a apostar nas empresas do segmento. Grande perigo, alerta Tyson! “Números positivos nem sempre são sinônimos de ganhos constantes”, lembra o autor.

Eu sei, não se deixar levar pela empolgação com indicadores positivos é um dos maiores desafios do investidor.

Porém, acontece que, como destaca o economista, depois de um longo período de grandes retornos, o senhor mercado começa a diminuir os rendimentos progressivamente, e por mais “garantido” que um setor ou empresa possa parecer, nunca é seguro investir cegamente pois, cedo ou tarde, os resultados vão começar a diminuir.

Se você investir todas as suas fichas em apenas uma empresa ou setor por acreditar que é o mais certo a fazer em razão dos constantes bons resultados, pode acabar ficando sem nada.

3. Cuidar para não ser confiante demais

Cuidar para não ser confiante demais

A tal da “sorte de principiante” costuma atingir também os investidores. Porém, ela não é de todo positiva.

Muitas vezes, traz consigo uma confiança exagerada, que geralmente é a grande culpada por descuidos que levam a resultados negativos logo na sequência – e que, definitivamente, não podem ser justificados simplesmente como “azar”.

Ter em mente que toda operação é única e precisa ser avaliada cuidadosamente é a grande dica de Tyson para quem deseja não se deixar abalar por esse obstáculo bastante comum dentre os desafios do investidor.

O economista recomenda ainda que se tenha em mente que mesmo que esteja investindo em ações do mesmo setor, cada momento é diferente e, por isso, os resultados também podem ser.

4. Não desistir quando as coisas não vão tão bem

Não desistir quando as coisas não vão tão bem

Se depois de uma grande vitória é comum as pessoas ficarem excessivamente confiantes, o contrário também pode acontecer. Quando as coisas não vão bem, muitos tendem a jogar a toalha.

Não desistir quando os investimentos não oferecem o retorno esperado é um grande desafio que você precisa estar preparado para enfrentar. Lembre-se que incertezas e riscos fazem parte da rotina de um investidor.

Sabe aquele ditado “quem está na chuva é para se molhar”? Então, no mundo dos investimentos, nem sempre o céu estará ensolarado.

Mas, por pior que o mercado possa parecer as vezes, exemplos não faltam para mostrar que ele sempre tende a se recuperar ao longo dos anos.

Portanto, antes de desistir, analise bem se seus movimentos não têm potencial. Aliás, mais importante do que isso, é fazer a lição de casa com afinco antes de “ir às compras”.

5. Saber aceitar uma derrota

Saber aceitar uma derrota

Aqui está mais um dentre os principais desafios do investidor: enquanto alguns investidores querem se desfazer de todas as suas ações no primeiro sinal de perda, por outro lado, existem aqueles que se recusam a desistir de uma aplicação mesmo que ela já tenha mostrado que não é a melhor pedida.

Mais um grande erro! Saber aceitar quando um investimento não deu certo é fundamental para agir em tempo de não realizar grandes perdas.

Nesse sentido, no livro, Tyson indica que é importante avaliar o cenário para entender se vale a pena ou não insistir em tal aplicação.

Se, por exemplo, outros investimentos semelhantes ao seu também tiveram desempenho baixo, é possível que seja uma situação do mercado como um todo. Nesse caso, é interessante segurá-lo um pouco.

No entanto, se o resultado não foi esperado por conta de algo especificamente ligado ao investimento, como má gestão por exemplo, é melhor aceitar e seguir em frente.

É importante, também, considerar o custo de continuar mantendo seu dinheiro nessa aplicação. Será que você não pode recuperá-la em outro investimento?

6. Evitar supercontrolar seus investimentos

Evitar supercontrolar seus investimentos

Sabe quando você está esperando um e-mail importante e fica a todo momento checando sua caixa de entrada? Isso não vai fazer a mensagem chegar mais rápido, mas, de alguma forma, parece que ajuda a controlar a ansiedade, certo? Errado! A vigilância constante só aumenta a inquietação. Com os investimentos, é assim também.

Tyson conta que investidores mais ansiosos e que tendem a tomar decisões por impulso são aqueles que controlam seus investimentos diariamente ou semanalmente. Evite fazer isso.

Supercontrolar o retorno de suas aplicações é um dos desafios do investidor. Isso pode, por exemplo, fazer você acabar se precipitando por conta de um resultado ruim momentâneo, sendo que o investimento traria grandes ganhos no longo prazo.

7. Entender a importância de ter metas claras e objetivas

Entender a importância de ter metas claras e objetivas

Escolher uma meta e um tipo de investimento para atingi-la. Muita gente acredita que o planejamento de um investidor se resume a isso.

No entanto, com o tempo você vai notar que não é bem assim. Para conseguir bons resultados, é preciso ir além e analisar o processo como um todo.

Ser objetivo e definir metas financeiras (quanto você quer de retorno em determinado prazo) é importante, claro, mas é necessário analisar também o propósito por trás das operações e o quanto você estará envolvido nisso.

Assim, é importante também pensar: Você gosta de escolher seus próprios investimentos? Vai precisar da ajuda de alguém? O que quer e o que não quer com esses investimentos?

E, mais importante, não defina tudo isso sozinho. Discuta com sua família, pois eles também vão ter que conviver com os resultados de suas decisões. Nessa linha, aproveite para ler sobre como quebrar o tabu do dinheiro em casa.

8. Saber lidar com suas limitações financeiras

Saber lidar com suas limitações financeiras

Muita gente pensa que apenas ricos podem ser investidores. Mas acredito que você está lendo esse artigo sabe que não é bem assim, não é mesmo?

Basta fazer uma análise rápida dos seus conhecidos para perceber que ao mesmo tempo em que há “ricos” que vivem endividados, há pessoas que conseguem ter um bom padrão de vida e construir uma riqueza significativa, mesmo com um salário mais modesto. O segredo está em saber viver dentro de suas possibilidades.

Entender como usar bem o seu dinheiro é que fará você ter sucesso em seus investimentos. Afinal, de nada adianta ganhar muito e não administrar essa renda, gastando mais do que se ganha.

Essa é uma questão de planejamento financeiro e de visão. Para entender melhor essa questão, recomendo que leia este texto aqui, que aponta os sete fatores da riqueza, segundo os verdadeiros milionários.

9. Avaliar corretamente a importância de determinados riscos

Saber lidar com suas limitações financeirasSaber economizar não é o suficiente para ter grandes retornos. Fazer seu dinheiro “crescer” é o que separa os bons investidores dos que fracassam.

Nesse sentido, Tyson indica que um dos grandes desafios do investidor é entender quando e como arriscar mais para, então, ganhar mais.

Como exemplo, ele cita que os investimentos proprietários (como ações, imóveis e pequenas empresas) têm gerado ao longo dos anos um retorno de 6% ou mais acima da inflação. Enquanto os investimentos em empréstimos e financiamentos geram ganhos de 1 a 2%.

Mesmo assim, muitos investidores preferem a segunda opção, com medo de aplicar o dinheiro em algo que pode ter uma grande desvalorização.

No entanto, mesmo que os empréstimos e financiamento pareçam mais seguros, com esse retorno mais baixo, há que se avaliar se impostos e as taxas de inflação não estão “comendo” seus ganhos nessas modalidades.

10. Não cair na lábia de gurus do investimento

Não cair na lábia de gurus do investimento

Nem vidente, nem bola de cristal, nem cartas do tarô. Nada no mundo tem a real capacidade de prever o futuro. O mais perto que chegamos disso é com a meteorologia, que pode apontar as possibilidades do clima para os próximos dias.

Mas, no mundo dos investimentos, existem aqueles que afirmam poder profetizar as melhores aplicações para o seu dinheiro.

No livro, Tyson conta que até mesmo os profissionais mais experientes e com grande conhecimento do mercado financeiro sabem que isso não existe.

Existem, sim, pessoas que conseguem acompanhar as movimentações e apontar alguns caminhos, mas nenhum palpite é 100% incontestável.

Portanto, melhor do que procurar gurus mágicos que apontem o caminho para você, é seguir algumas regras relativamente simples, tais como poupar e procurar se desenvolver. Aliás, parabéns por estar aqui. É sinal que está no caminho certo.

E você, já enfrentou alguns desses desafios do investidor? Como conseguiu superá-los? Deixe um comentário com sua visão sobre essas dificuldades. Sua história pode (e vai) ajudar e inspirar outros investidores.

Bons investimentos!

Crédito das imagens: www.shutterstock.com

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André Fogaça

André Fogaça é empreendedor digital, investidor e co-fundador do GuiaInvest. É formado em Administração de Empresas pela UFRGS e pós-graduado em Economia e Finanças pela mesma instituição. Possui credencial de administrador de carteiras e consultor de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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